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Trump mantém aprovação em 32%, pior nível de sua carreira, diz pesquisa Reuters/Ipsos

Apenas 24% dos eleitores hispânicos, que ajudaram a eleger o republicano em 2024, aprovam gestão federal

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O índice de aprovação do presidente Donald Trump permaneceu na mínima recorde de sua carreira política nos últimos dias, segundo novo levantamento Reuters/Ipsos concluída nesta segunda-feira (5).

A pesquisa, realizada ao longo de seis dias, mostra que 32% dos americanos aprovam a presidência de Trump, percentual inalterado em relação a um levantamento Reuters/Ipsos de setembro, que apontou a avaliação do republicano no nível mais baixo de sua carreira política.

Os eleitores hispânicos ajudaram a impulsionar Trump à vitória na disputa presidencial de 2024, quando ele conquistou quase metade dos votos desse grupo, ante cerca de um terço na eleição de 2020.

O apoio ao presidente vindo deste grupo social, no entanto, diminuiu nos últimos meses, em meio ao aumento da inflação desencadeado pela decisão de Trump de entrar em guerra com o Irã.

Hispânicos também são um grupo afetado pela política anti-imigração agressiva da Casa Branca, com retirada de políticas públicas para migrantes, além de detenções e deportações.

Apenas 24% dos americanos de origem latina aprovam o desempenho de Trump na Casa Branca, o menor percentual registrado em qualquer um de seus dois mandatos presidenciais.

A pesquisa trouxe vários indícios de que a baixa popularidade de Trump estava pesando fortemente sobre seu Partido Republicano. A menos de um mês da eleição legislativa de 3 de novembro, 44% dos eleitores registrados preferiam os democratas, contra 37% que optavam pelos republicanos.

Entre os independentes, os democratas lideravam por 37% a 21%, enquanto 28% dos eleitores independentes registrados ainda estavam indecisos.

Apenas 26% dos eleitores hispânicos registrados pretendem votar nos republicanos nas disputas, que determinarão o controle das duas casas do Congresso durante os últimos dois anos do atual mandato de Trump.

Cerca de 52% dos eleitores hispânicos pretendem votar nos democratas, aproximadamente o dobro do apoio aos republicanos e a maior vantagem democrata desde que Trump assumiu o cargo.

Os republicanos se preparam para um desempenho ruim nas eleições para o Congresso. Muitos analistas preveem que os democratas conquistarão a maioria na Câmara dos Representantes, enquanto o controle do Senado também é visto, cada vez mais, como indefinido.

O custo de vida é a principal preocupação dos americanos ao decidirem como votarão no próximo mês, segundo a pesquisa Reuters/Ipsos. A inflação ao consumidor disparou após a forte alta dos preços da gasolina e do diesel provocada pela guerra contra o Irã, iniciada por Trump em fevereiro.

A vantagem dos republicanos entre os americanos mais velhos também diminuiu neste ano. Os eleitores com 50 anos ou mais preferem o partido de Trump ao Partido Democrata por apenas 2 pontos percentuais (44% a 42%), ante uma vantagem republicana de 8 pontos em dezembro.

O grupo demográfico com 50 anos ou mais é particularmente importante nas eleições de meio de mandato, nas quais os americanos mais velhos historicamente representam uma parcela expressiva do eleitorado.

Entre os eleitores com menos de 50 anos, os democratas lideravam por 18 pontos.

A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada on-line, ouviu 4. 506 adultos em todo o país com margem de erro de cerca de 2 pontos percentuais.

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