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Negócios

CBIC leva alta dos custos do Minha Casa Minha Vida ao governo federal

Entidade afirma que avanço dos custos da construção ameaça a viabilidade econômica de empreendimentos da faixa FAR e discute o tema com a Casa Civil

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Durante a apresentação dos dados do setor referentes ao segundo trimestre, ocorrida na manhã desta quinta-feira (12), o presidente da CBIC, Eduardo Almeida, afirmou que a principal preocupação da entidade é o descompasso entre o aumento dos custos dos materiais de construção e os preços fixados nos contratos habitacionais.

Segundo Almeida, a escalada dos custos ganhou força após os conflitos geopolíticos internacionais e continua pressionando o setor.

A avaliação da CBIC é que o atual cenário pode acabar pressionando a rentabilidade das construtoras e reduzindo o interesse por novos empreendimentos voltados à faixa de menor renda caso não haja mecanismos capazes de absorver parte da alta dos custos.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), acumulou alta de 6,44% nos 12 meses encerrados em julho, acima da inflação oficial de 4,44% medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Já o Custo Unitário Básico (CUB Brasil), indicador calculado pela própria CBIC a partir dos dados estaduais, avançou 7,06% em 12 meses até junho.

A pressão vem tanto da mão de obra quanto dos materiais. Segundo a entidade, o custo dos materiais aumentou 7,92% no período analisado pelo CUB Brasil, enquanto a mão de obra registrou alta de 6,33%.

Pela primeira vez, a CBIC também divulgou um levantamento nacional sobre a variação dos principais insumos da construção. O destaque ficou para o fio de cobre, cujo preço médio subiu 21,35% em 12 meses.

Outros produtos, como cimento, esquadrias, vidros e portas, registraram aumentos superiores à inflação.

Na avaliação da entidade, parte relevante dessa pressão está ligada ao aumento dos custos de energia sobre a cadeia produtiva. Ao comentar o encarecimento dos insumos, Aroeira destacou que muitos dos materiais utilizados pela construção dependem de processos industriais intensivos em energia.

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