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Ubisoft vai remover 56 músicas do ‘Just Dance+’ em setembro

Ubisoft anuncia retirada de 56 músicas do Just Dance+ em setembro por licenças vencidas e acrescenta quatro faixas

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Ubisoft vai remover 56 músicas do ‘Just Dance+’ em setembro

Empresa cita fim de contratos de licenciamento e adiciona apenas quatro novas faixas como compensação.

A Ubisoft confirmou que retirará 56 músicas da biblioteca do Just Dance+ no início de setembro. O serviço por assinatura, que dá acesso a um catálogo amplo de faixas utilizáveis em diferentes edições de Just Dance (incluindo Just Dance 2026), perderá uma parte significativa do conteúdo em 3 de setembro, por conta do vencimento de acordos de licenciamento.

Como “compensação”, apenas quatro músicas serão adicionadas: “Burn” e “Light”, de Ellie Goulding; “Can’t Feel My Face”, de The Weeknd; e “Domino”, de Jessie J.

A empresa publicou um comunicado no blog oficial para justificar as remoções. “Como parte do gerenciamento da nossa biblioteca e após o vencimento dos contratos de licenciamento, 56 músicas serão removidas do Just Dance.

Nosso compromisso com vocês permanece o mesmo: priorizar a qualidade e oferecer a melhor experiência possível. Ao fazer essas seleções, analisamos cuidadosamente as métricas de uso e tomamos cuidado para evitar remover favoritos da comunidade”, diz o texto.

A explicação, porém, não convenceu muita gente.

Entre as faixas que deixam o serviço estão músicas de nomes conhecidos, como ABBA (“Knowing Me, Knowing You” e “Money, Money, Money”), Lil Nas X (“Panini”), Gloria Gaynor (“Never Can Say Goodbye”), Donna Summer (“I Feel Love”), New Kids on the Block (“Step by Step”) e Hatsune Miku (“Ievan Polkka”, “Love Ward” e “PoPiPo”).

A lista também inclui a versão de “You’re The One That I Want”, do filme Grease (1978), e a clássica “Soul Bossa Nova”, de Quincy Jones.

O episódio alimenta um debate crescente no mercado de jogos: o risco de modelos baseados em assinatura e transmissão, em que o conteúdo nunca pertence de fato à pessoa que joga e pode desaparecer a qualquer momento por razões contratuais.

O caso do Just Dance+ vem logo após críticas à Sony pelo cancelamento dos jogos físicos no PlayStation e pela remoção de filmes das bibliotecas digitais de usuários, reforçando a sensação, compartilhada por uma parcela do público, de que o modelo digital deixa consumidores cada vez mais vulneráveis.

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