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Gene Hoglan (Death) fala sobre o Metallica ter plagiado o Dark Angel

Baterista relembrou como desenvolveu a levada de bumbo duplo de “Darkness Descends”, faixa lançada em 1986

5 min de leitura
Gene Hoglan (Death) fala sobre o Metallica ter plagiado o Dark Angel

Gene Hoglan pode ter estabelecido um dos elementos mais característicos do Metal moderno décadas antes de sua popularização? A hipótese foi discutida por Craig Reynolds durante entrevista com o lendário músico, conhecido por seu trabalho com bandas como Dark Angel, Testament, Death, Strapping Young Lad e Dethklok.

Na conversa que você confere ao final da matéria, Reynolds sugeriu que Hoglan criou o primeiro breakdown moderno, apontando uma semelhança entre “Darkness Descends”, faixa-título do álbum lançado pelo Dark Angel em 1986, e “One”, clássico do Metallica lançado em 1988, além de relacioná-las com a tradicional prática do Metalcore moderno.

A comparação está relacionada ao bumbo duplo acompanhando o riff de guitarra, recurso que Craig considerou fundamental para definir o tipo de breakdown em questão: “Vou mandar a real: acho que você criou o primeiro breakdown moderno.” Hoglan concordou que a ideia faz sentido, mas demonstrou pouco interesse em transformar a comparação em uma disputa de autoria: “Na verdade, sim, mas não dou muita importância a isso.” Em seguida, ele fez questão de reconhecer a importância do Metallica para o desenvolvimento do Thrash Metal e para a trajetória dos músicos que vieram depois.

Citando o também baterista Lars Ulrich e até Dave Mustaine, do Megadeth, Gene reconheceu: Sem o Metallica, nenhum de nós estaria aqui; e sem o Lars, nenhum de nós estaria fazendo o que faz.

Digo, ele é o padrinho da bateria no Thrash Metal, e o Metallica, junto com o Dave Mustaine, é o padrinho do Thrash Metal. Lembro de quando 'One' tocava muito no rádio.

Meus amigos me ligavam e diziam: 'Cara, você ouviu a música nova do Metallica? Caramba, é... nossa, você precisa ouvir isso'. Eu ouvi e pensei: 'Entendido. Beleza', sabe?" Gene Hoglan e a origem dos breakdowns modernos Craig Reynolds interpretou a resposta como um sinal de que Hoglan não estava particularmente preocupado com a possível semelhança entre as músicas.

O entrevistador, então, retomou a questão inicial do breakdown e Gene explicou, citando a banda Metal Church e seu falecido baterista Kirk Arrington: Era algo que eu mesmo estava começando a desenvolver naquela época, porque nunca tinha ouvido ninguém fazer isso.

Eu estava compondo várias coisas que usavam uns padrões de bumbo mais elaborados, bem mais complexos do que apenas o básico. Toda aquela levada de bateria veio de.

não sei se você conhece a música 'Metal Church', da banda Metal Church. E o Kirk Arrington, o baterista deles, manteve um groove... eles faziam algo como... ele manteve uma base, uma batida bem simples durante a música toda.

Então, o Jim e eu tocávamos o riff, e eu encaixava o bumbo duplo ali. É aquele tipo de coisa em que a gente pensa: 'Poxa, bem que ele poderia ter feito isso'. E aí, aquela batida simplesmente.

sabe? Então, quando começamos a compor a música 'Darkness Descends', inserimos essa batida nela, e eu, com certeza, trabalhei bastante nisso." Foi algo que marcou, né.

Aproveite para relembrar tanto "Darkness Descends" quanto "One" mais abaixo! https://www.youtube.com/watch?v=MXKOvcVHJXU https://www.youtube.com/watch?v=iT6vqeL-ysI.

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Crédito: reprodução Gene Hoglan pode ter estabelecido um dos elementos mais característicos do Metal moderno décadas antes de sua popularização.

A comparação está relacionada ao bumbo duplo acompanhando o riff de guitarra, recurso que Craig considerou fundamental para definir o tipo de breakdown em questão: “Vou mandar a real: acho que você criou o primeiro breakdown moderno.”.

Hoglan concordou que a ideia faz sentido, mas demonstrou pouco interesse em transformar a comparação em uma disputa de autoria: “Na verdade, sim, mas não dou muita importância a isso.”.

Em seguida, ele fez questão de reconhecer a importância do Metallica para o desenvolvimento do Thrash Metal e para a trajetória dos músicos que vieram depois. Citando o também baterista Lars Ulrich e até Dave Mustaine, do Megadeth, Gene reconheceu.

Sem o Metallica, nenhum de nós estaria aqui; e sem o Lars, nenhum de nós estaria fazendo o que faz. Digo, ele é o padrinho da bateria no Thrash Metal, e o Metallica, junto com o Dave Mustaine, é o padrinho do Thrash Metal.

Lembro de quando ‘One’ tocava muito no rádio. Meus amigos me ligavam e diziam: ‘Cara, você ouviu a música nova do Metallica? Caramba, é… nossa, você precisa ouvir isso’.

Eu ouvi e pensei: ‘Entendido. Beleza’, sabe?”.

Gene Hoglan e a origem dos breakdowns modernos.

Craig Reynolds interpretou a resposta como um sinal de que Hoglan não estava particularmente preocupado com a possível semelhança entre as músicas. O entrevistador, então, retomou a questão inicial do breakdown e Gene explicou, citando a banda Metal Church e seu falecido baterista Kirk Arrington.

Era algo que eu mesmo estava começando a desenvolver naquela época, porque nunca tinha ouvido ninguém fazer isso. Eu estava compondo várias coisas que usavam uns padrões de bumbo mais elaborados, bem mais complexos do que apenas o básico.

Toda aquela levada de bateria veio de… não sei se você conhece a música ‘Metal Church’, da banda Metal Church. E o Kirk Arrington, o baterista deles, manteve um groove.

eles faziam algo como… ele manteve uma base, uma batida bem simples durante a música toda. Então, o Jim e eu tocávamos o riff, e eu encaixava o bumbo duplo ali.

É aquele tipo de coisa em que a gente pensa: ‘Poxa, bem que ele poderia ter feito isso’. E aí, aquela batida simplesmente… sabe? Então, quando começamos a compor a música ‘Darkness Descends’, inserimos essa batida nela, e eu, com certeza, trabalhei bastante nisso.”.

Foi algo que marcou, né? Aproveite para relembrar tanto “Darkness Descends” quanto “One” mais abaixo.

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