Ir para o conteúdo
Mundo Verificado pela ULTRA

Deslizamento varre porto de Gyirong: enchente na fronteira Nepal-Tibete deixa 95 mortos e centenas de desaparecidos

4 min de leitura
Deslizamento varre porto de Gyirong: enchente na fronteira Nepal-Tibete deixa 95 mortos e centenas de desaparecidos
Agencia de Noticias do Nepal–Tibete

Um deslizamento de terra varreu o porto de Gyirong, a principal passagem fronteiriça terrestre entre o Nepal e o Tibete (China), nesta quarta-feira (26). Do lado nepalês, a enchente repentina deixou pelo menos 98 mortos e centenas de desaparecidos — boa parte turistas estrangeiros. As buscas continuam nos dois países.

O Itamaraty afirmou que, até o momento, não há informações sobre brasileiros desaparecidos.

Porto de Gyirong: o coração da tragédia no Tibete.

Câmeras de vigilância registraram o momento em que uma parede de lama, água e rochas avançou sobre o porto terrestre de Gyirong (também chamado Kyirong), no condado homônimo da região de Shigatse, no Tibete. Nas imagens, pessoas correm segundos antes de a estrutura ser engolida; caminhões, ônibus e construções são arrastados.

O porto fica às margens do rio Kyirong Tsangpo, a cerca de 1.850 metros de altitude, no fundo de um desfiladeiro himalaico. É um dos principais eixos de comércio e turismo entre China e Nepal — e ponto de acesso a rotas ligadas a áreas sagradas e ao Parque Nacional de Langtang.

Agências oficiais chinesas (Xinhua/CCTV) atribuíram o impacto no porto a um deslizamento originado no lado nepalês. Estradas, comunicações e energia na região de Shigatse foram interrompidas. Equipes de resgate chinesas relataram dificuldade de acesso: sedimentos de até cerca de 1,5 metro de profundidade bloquearam vias, e drones confirmaram trechos “completamente destruídos”. Centenas de socorristas e máquinas pesadas foram mobilizados. O presidente Xi Jinping ordenou esforço “total” para localizar desaparecidos e reforçar alertas contra novos desastres.

Balanços chineses ainda variam; reportagens citam mortos e centenas de desaparecidos no lado tibetano, mas números oficiais consolidados mudam conforme as equipes recuperam contato com o porto.

No Nepal: vilas, pontes e usinas arrastadas.

Do outro lado da fronteira, a enxurrada atingiu distritos como Rasuwa, Nuwakot, Dhading e Gorkha. Áreas de Syapru Besi, Timure e o eixo do rio Trishuli / Bhote Koshi aparecem entre as mais afetadas. Vídeos verificados mostram pontes sendo levadas e prédios desabando com a força da água.

A Autoridade de Eletricidade do Nepal reportou danos a centenas de megawatts de capacidade (hidrelétricas e outras instalações). Helicópteros e tropas do Exército atuam no resgate; em vários pontos, o nível da água e a lama impedem pousos.

Mortos, desaparecidos e nacionalidades.

  • Mortos no Nepal: pelo menos 95, segundo balanços atualizados pelas autoridades.
  • Desaparecidos: mais de 579 pessoas em levantamentos do Conselho de Turismo do Nepal, com centenas de estrangeiro pelo menos 476.
  • Entre os turistas/viajantes: Índia (mais de 100), Malásia, Reino Unido, África do Sul, EUA, Austrália e Países Baixos, além de dezenas ainda sem nacionalidade confirmada.
  • Trabalhadores: sul-coreanos de obra hidrelétrica também foram reportados incomunicáveis.
  • Resgatados: mais de 100 sobreviventes em operações no lado nepalês.

Informações preliminares apontam um terremoto de magnitude cerca de 4,4 (USGS/centros europeus), com epicentro raso, minutos antes do desastre. A hipótese principal é que o tremor tenha desencadeado uma avalanche de gelo, neve e pedras no rio Lhende Khola (lado nepalês), represando água que depois desceu com violência — a “avalanche de lama” vista em Gyirong e a enchente nas vilas nepalesas.

A região havia registrado chuvas intensas de monção. Especialistas alertam que, com obstrução ainda a montante, há risco de nova inundação. Alertas de cheia chegaram a estados indianos a jusante, como Bihar e Uttar Pradesh.

O primeiro-ministro do Nepal convocará/convocou reunião de emergência da gestão de desastres; policiais, militares, Cruz Vermelha e equipes médicas foram mobilizados. Moradores de margens de rios foram orientados a subir para terrenos mais altos.

Do lado chinês, além do reforço de resgate em Gyirong, autoridades pediram cautela com novos deslizamentos e restrições de circulação em trechos inseguros.

Câmeras de vigilância registraram o momento em que a parede de lama e pedras varreu o porto de Gyirong. Assista na galeria de vídeos desta matéria (player abaixo das fotos) — imagens de CCTV circuladas nas redes e na cobertura internacional de 26/08/2026.

  • Balanço consolidado de mortos e desaparecidos no Tibete.
  • Confirmação definitiva da cadeia terremoto → avalanche → represamento → enchente.
  • Lista completa e identificação de turistas e trabalhadores sem contato.
  • Risco e monitoramento de uma segunda onda se a barreira natural se romper.

Atualização ULTRA NOTÍCIAS — 26/08/2026. Com base em BBC News Brasil, G1, UOL, Euronews, RTP e agências. Números mudam conforme as buscas avançam.

Vídeo

CCTV do porto de Gyirong: deslizamento engole a passagem fronteiriça Nepal–Tibete.
1 assistências 0 compartilhamentos
Outro ângulo de câmera de vigilância no porto de Gyirong (fronteira Tibete–Nepal).
1 assistências 0 compartilhamentos
26/08/2026 — pessoas fogem segundos antes da lama atingir o porto na fronteira Nepal–China.
1 assistências 0 compartilhamentos
Agência CCTV: deslizamento atinge porto fronteiriço em Xizang (Tibete).
2 assistências 0 compartilhamentos

Galeria

Imagem da cobertura da BBC sobre a enchente repentina na fronteira entre Nepal e Tibete (26/08/2026). Crédito: BBC News Brasil
Casas danificadas junto ao rio Trishuli após a enchente repentina no distrito de Nuwakot, Nepal (26/08/2026). Crédito: Euronews / AP — Niranjan Shrestha
Cobertura das cheias na fronteira himalaia — operações de resgate e áreas atingidas. Crédito: RTP / Reuters — Navesh Chitrakar
CCTV do porto de Gyirong: deslizamento engole a passagem fronteiriça Nepal–Tibete.
Outro ângulo de câmera de vigilância no porto de Gyirong (fronteira Tibete–Nepal).
26/08/2026 — pessoas fogem segundos antes da lama atingir o porto na fronteira Nepal–China.
Agência CCTV: deslizamento atinge porto fronteiriço em Xizang (Tibete).

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Mundo
Boi gordo: como a arroba se comportou no pós-eleição
Agronegócio

Boi gordo: como a arroba se comportou no pós-eleição

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a necessidade de recomposição das programações mantém os frigoríficos ativos nas compras e favorece novos reajustes.

Em Agronegócio