Um estudante de 20 anos foi morto a tiros em um subúrbio de Estocolmo quando voltava do trabalho no McDonald's.
O autor dos disparos, vestido de preto e armado com uma pistola, aproximou-se de Murad Abdelkader e atirou várias vezes, acertando o último tiro na cabeça da vítima, que já estava caída no chão.
O assassino era Atilla Azimov, de 18 anos. Naquela noite de fevereiro do ano passado, ele matou o homem errado.
Azimov agiu por dinheiro. Ele tinha sido contratado pela Rede Foxtrot, um grupo de crime organizado ligado ao regime iraniano e conhecido por oferecer "violência como serviço" (VaaS, na sigla em inglês).
Desde 2022, acredita-se que a Rede Foxtrot seja responsável por cerca de 35 assassinatos, além de uma série de ataques e tentativas de ataque contra alvos israelenses na Europa, incluindo dois com explosivos e granadas.
A quadrilha recruta adolescentes para executar os ataques em troca de dinheiro, mas quase nunca precisa pagar, porque eles costumam ser presos antes.
É o caso de Johannes Natland, adolescente norueguês condenado na última semana por um júri do tribunal Old Bailey, em Londres. Ele foi considerado culpado de planejar um assassinato em West Yorkshire.
A Europol, agência de polícia da União Europeia, criou uma força-tarefa para combater o problema: a OTF GRIMM. Segundo o grupo, os adolescentes contratados para matar são recrutados nas redes sociais e recebem instruções em um sistema "gamificada", inspirado na lógica dos videogames.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.
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