O movimento acompanhou a instabilidade dos mercados internacionais, principalmente nos Estados Unidos, onde ações de empresas ligadas à tecnologia e à inteligência artificial registraram fortes perdas.
- O dólar subiu e se aproximou de R$ 5,49, enquanto a Bolsa brasileira encerrou o pregão em queda de 0,82%.
- A instabilidade dos mercados internacionais, com perdas em empresas de tecnologia nos EUA, influenciou o cenário.
- O Banco Central manteve os juros básicos em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco reduções.
- O Ibovespa perdeu força ao longo da sessão, acompanhando a trajetória negativa das bolsas internacionais.
- Discussões fiscais e a queda da produção industrial brasileira em setembro também influenciaram o mercado.
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Além disso, investidores brasileiros avaliaram a decisão do Banco Central de manter os juros básicos em 13,75% ao ano.
Queda em Wall Street pressiona dólar e Bolsa brasileira.
O aumento da cautela entre investidores ocorreu após perdas expressivas nas bolsas americanas. O Nasdaq, índice que reúne importantes empresas de tecnologia, caiu 5,52%.
Enquanto isso, o S&P 500 recuou 4,36%, e o Dow Jones registrou baixa de 3,44%.
As quedas atingiram principalmente companhias ligadas à inteligência artificial, aos semicondutores e aos centros de processamento de dados. Além disso, preocupações com os investimentos no setor e possíveis mudanças regulatórias após as eleições legislativas americanas contribuíram para o pessimismo.
Diante desse cenário, investidores reduziram aplicações consideradas mais arriscadas e buscaram proteção na moeda americana. Como resultado, o dólar ganhou força em relação a moedas de países emergentes.
O índice DXY, que acompanha o desempenho da divisa americana diante de seis moedas internacionais, avançou 0,09%, para 101,560 pontos.
Selic e discussões fiscais também influenciam o mercado.
No cenário doméstico, os investidores repercutiram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. Com isso, o Banco Central interrompeu uma sequência de cinco reduções consecutivas dos juros básicos.
Além disso, o mercado acompanhou uma reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com ministros, ex-ministros e economistas para discutir os rumos da economia brasileira.
Após o encontro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo continuará avaliando propostas para melhorar as contas públicas, mas não anunciou medidas específicas.
Outro indicador que chamou a atenção foi a produção industrial brasileira. Segundo os dados divulgados, o setor registrou queda de 0,8% em setembro, na comparação com agosto.
Já em relação ao mesmo mês de 2025, a retração chegou a 2,5%.
Assim, o desempenho negativo das bolsas internacionais, a manutenção dos juros e as expectativas sobre a política econômica brasileira contribuíram para um pregão de maior cautela.
O resultado interrompeu a recuperação do mercado acionário registrada na sessão anterior.
Em números
- Dólar sobe a R$ 5,49 e Bolsa cai 0,82% com perdas no mercado internaci
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