O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 5ª feira (5.nov. 2026) que o eleitor “acordou” para não deixar o país cair em um “abismo de incerteza” no 2º turno da eleição presidencial.
- Luiz Inácio Lula da Silva (presidente da República).
- Geraldo Alckmin (vice-presidente da República).
- Miriam Belchior (ministra da Casa Civil).
- Maria Laura da Rocha (ministra substituta das Relações Exteriores).
- Dario Durigan (ministro da Fazenda).
- André de Paula (ministro da Agricultura e Pecuária).
- Márcio Elias Rosa (ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).
- Alexandre Silveira (ministro de Minas e Energia).
- Bruno Moretti (ministro do Planejamento e Orçamento).
- Esther Dweck (ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos).
- Luciana Santos (ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação).
- João Paulo Capobianco (ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima).
- Josué Rocha (ministro substituto da Secretaria-Geral da Presidência da República).
- Marcos Antonio Amaro (ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República).
- Celso Amorim (assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente da República).
- Marcelo Kanitz Damasceno (comandante da Aeronáutica).
- Eracy Lafuente Maciel (secretário da Casa Civil do Governo da Bahia, representante dos Estados e do Distrito Federal).
- Marco Antônio Lage (prefeito de Itabira, representante dos Municípios).
- Júlio Cesar Nery (diretor de Assuntos Minerários e Sustentabilidade do Instituto Brasileiro de Mineração, representante do setor privado).
- Havilá da Nóbrega Oliveira (superintendente de Relacionamento com o Poder Executivo da Confederação Nacional da Indústria, representante do setor privado).
- Alexandre Magno da Rocha (professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, representante de instituições de ensino superior).
- Fernando José Gomes Landgraf (professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, representante de instituições de ensino superior).
Em reunião sobre minerais críticos, presidente diz que vê Brasil como exemplo após eleição e contrapõe seu projeto ao de Flávio Bolsonaro.
Disse que “o Brasil saiu dessa eleição como um exemplo”. A declaração foi feita na 1ª reunião do Cimce (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), no Palácio do Planalto.
Lula disse que a vitória não foi de um partido nem de um candidato. “Quem ganhou foi o povo brasileiro”, declarou.
O petista comparou a noite de 4 de outubro, data do 1º turno, com a de 25 de outubro, dia do 2º turno. Disse que, na 1ª data, o país foi dormir “com a perspectiva de vitória de um projeto de país”.
Na 2ª, foi dormir com “outro projeto de país eleito nas urnas”.
Lula não citou nomes nesse trecho. O adversário no 2º turno foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que fugiu depois do resultado.
O presidente ligou o resultado das urnas ao tema da reunião. Disse que o projeto do conselho é “um instante de muita seriedade” e que o Brasil deve explorar os minerais em benefício do povo.
Também afirmou que o país “não precisa dever nada a ninguém”. Disse que, em 4 anos, haverá “muita surpresa” na área por causa do colegiado.
O presidente afirmou que a eleição mostrou a importância dos processos democráticos. Lembrou dos jovens que foram às ruas e dos eleitores com mais de 70 anos que votaram com dificuldade.
Citou pessoas que, segundo ele, votaram deitadas em macas. Para Lula, o gesto foi “a defesa da dignidade, da soberania” do país.
Ele disse que o Brasil teve, muitas vezes, uma elite política com “comportamento de vira-lata”, que se submetia “a tudo e a todos sem questionar”.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, falou em “recondução” de Lula. Disse que, em outro momento político, o governo faria “exatamente o contrário” do que faz.
Na reunião, o conselho aprovou uma lista de 27 minerais críticos e estratégicos, divididos em 3 classes de prioridade. Entre eles estão terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício, urânio, nióbio e ferro.
O urânio e o tório terão tratamento diferenciado por estarem relacionados à atividade nuclear, que é monopólio da União.
A principal diretriz é deixar de exportar minerais brutos e importar produtos industrializados, desenvolvendo a cadeia produtiva no Brasil. O governo pretende usar a lista aprovada como base para elaborar o Plano Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, além de definir mecanismos de financiamento e incentivo ao setor.
O governo não definiu como será a triagem de operações societárias. Não há piso de valor para a análise nem prazo para o conselho decidir.
O tema deve voltar à pauta na 2ª reunião, a partir de 20 de novembro, e as regras serão publicadas em decreto presidencial. O governo disse que vai estudar modelos de Canadá e Austrália, onde nem todos os negócios passam por análise.
Sobre a venda da Serra Verde, aprovada antes da lei, e projetos de empresas nacionais como o de cobre da Vale, o governo disse que “não tem nada fechado”.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…