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Mato Grosso do Sul

Cotado para Fazenda de Flávio vê corte de R$ 200 bilhões em um ano como inviável

Marcelo Kayath defende ajuste gradual, preservação de programas sociais e medidas iniciais contra supersalários, penduricalhos e emendas

3 min de leitura
Cotado para Fazenda de Flávio vê corte de R$ 200 bilhões em um ano como inviável

Ele defende que uma eventual redução do déficit seja feita de forma gradual, começando por mudanças de gestão e sem concentrar o impacto sobre a população mais pobre.

  • Marcelo Kayath considera inviável ajuste fiscal de R$ 200 bilhões em um ano, defendendo abordagem gradual.
  • O economista propõe medidas contra supersalários e penduricalhos, preservando salário mínimo e programas sociais.
  • Kayath descarta a criação imediata de um novo teto de gastos, sugerindo iniciar o ajuste no sistema vigente.
  • Ele não defende a privatização de Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal para resolver o desequilíbrio fiscal.
  • Na reforma tributária, Kayath avalia que a implementação pode precisar de ajustes ou até adiamento.
  • O economista declarou apoio a Flávio Bolsonaro, apesar de ter votado em Lula em 2022, buscando crescimento econômico.

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Kayath afirma não integrar a campanha nem a coordenação do programa econômico de Flávio, embora tenha participado de conversas com o candidato e pessoas próximas a ele.

Na avaliação dele, o ajuste deveria ser distribuído ao longo de alguns anos, com medidas contra supersalários, penduricalhos e problemas relacionados às emendas parlamentares.

O economista também defende preservar salário mínimo, aposentadorias e programas sociais. Questionado sobre mudanças em benefícios como o BPC, afirmou que eventuais medidas dependeriam da situação fiscal encontrada e do apoio político disponível, mantendo como ponto de partida a proteção aos mais pobres.

Kayath descarta novo teto no curto prazo.

Para o economista, um eventual governo não deveria gastar capital político imediatamente com a criação de um novo teto de gastos ou outro arcabouço fiscal. Embora veja problemas nas regras atuais, ele considera possível iniciar o ajuste dentro do sistema vigente e discutir alterações somente depois das primeiras medidas.

Sobre as estatais, Kayath afirmou que não defende a venda de Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, argumentando que a privatização, por si só, não resolveria o desequilíbrio estrutural das contas públicas.

No caso dos Correios, disse não ter diagnóstico fechado, mas avaliou que uma venda neste momento seria difícil diante da situação patrimonial da empresa, defendendo primeiro uma análise e eventual reestruturação.

Na reforma tributária, Kayath disse considerar necessário preservar o esforço já realizado, mas avaliou que a implementação pode precisar de ajustes. Segundo ele, se houver dificuldades no processo, até um adiamento poderia ser considerado para evitar problemas às empresas.

Kayath declarou apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição de 2022, mas afirma ter mudado de posição por considerar necessária uma alteração na política e na economia do país.

Ele disse que a decisão não tem como objetivo agradar ao mercado financeiro, mas criar condições, em sua avaliação, para crescimento, renda e novos investimentos.

O economista também afirmou não temer uma eventual ruptura democrática em um governo de Flávio Bolsonaro. Segundo Kayath, as conversas que teve com o senador e a trajetória parlamentar do candidato o levam a considerá-lo um político de negociação e respeito às instituições.

Trata-se de uma avaliação pessoal do economista.

Ao comentar propostas de mudanças institucionais defendidas durante a campanha, Kayath disse que medidas apresentadas por um eventual governo deveriam respeitar as regras democráticas e passar pela negociação política, inclusive no Congresso Nacional.

Em números

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