O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta quarta-feira (30), o adversário nas urnas Flávio Bolsonaro (PL). O petista disse que o candidato à Presidência pelo PL não tem biografia, e foi eleito a cargos públicos "pelo crime organizado.
Lula deu a declaração durante entrevista a influenciadores, como parte da agenda de campanha.
Ele afirmou que há um crescimento do nível de conservadorismo de acordo com o grau de escolaridade dos brasileiros.
Quanto mais as pessoas são graduadas, mais elas são conservadoras. Você não fica com pena disso? Eu quando vejo um cara com diploma, um economista, votar no Bolsonaro eu fico pensando o que é que esse cara espera da vida.
O que esse cara aprendeu de política na vida?", questionou.
Vamos pegar esse Flávio, qual é o compromisso com qualquer seriedade que esse cara tem? Nenhuma, ele não tem biografia. Ele nunca trabalhou na vida. Ele foi eleito vereador com 21 anos de idade já apoiado pelo crime organizado no Rio de Janeiro, pelos milicianos, e nunca mais parou", disse.
Eu queria que alguém me dissesse o que esse cara tem pra oferecer. Nada, não tem conteúdo", prosseguiu.
🔎As suspeitas de elo entre Flávio e milicianos surgiram na época que ele era deputado estadual no Rio de Janeiro e contratou em seu gabinete na Alerj parentes do miliciano Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do "Escritório do Crime.
Além disso, quando era deputado estadual, Flávio concedeu honrarias a policiais suspeitos de envolvimento com milícias.
🔎O candidato do PL nega ligação com milicianos e diz que as condecorações dadas valorizavam policiais até então considerados "fichas-limpas.
Flávio Bolsonaro destinou emenda a miliciano condenado no caso Marielle.
A emenda foi negociada em 2023 entre Peixe e Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar no gabinete de Flávio no Senado. Marielle e seu motorista Anderson Gomes foram mortos em 2018.
A Polícia Federal tem indícios de que o dinheiro da emenda foi desviado. As conversas sobre a emenda foram noticiadas primeiramente pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e pela revista "Piauí.
Em maio, o jornal "O Globo" já havia revelado a existência da investigação.
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