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Educação

Enem 2026: é melhor chutar ou deixar questões em branco? Entenda a TRI

Teoria de Resposta ao Item avalia a coerência no desempenho. Candidato terá menos pontos se acertar as questões muito difíceis, mas errar as mais fáceis. Deixar

3 min de leitura
Enem 2026: é melhor chutar ou deixar questões em branco? Entenda a TRI

Chutar" as respostas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pode não ser uma boa estratégia para tentar garantir uma nota alta: há o risco de o desempenho final do candidato ser prejudicado.

  • ao detectar os famosos "chutes", ela premia o aluno que, de fato, se preparou para a prova.
  • possibilita a comparação entre candidatos que tenham feito diferentes edições do exame.
  • torna mais improvável que dois concorrentes tirem exatamente a mesma nota.
  • Na 1ª leitura: resolver todas as questões que considerar fáceis.
  • Na 2ª leitura: responder às perguntas em que tiver ficado entre duas alternativas, consideradas médias.
  • Na 3ª leitura: fazer as questões mais longas ou sobre assuntos não tão comuns no Enem, consideradas difíceis.

No entanto, deixar de responder uma questão é uma opção ainda pior.

Mas por quê? É que a nota final não é simplesmente a soma do número absoluto de acertos. O método de correção usado na prova, chamado de Teoria de Resposta ao Item (TRI), prioriza o desempenho que for coerente.

Dois alunos que acertarem exatamente o mesmo número de perguntas podem tirar notas diferentes. O raciocínio por trás disso é que, se alguém acerta as questões mais difíceis, mas erra aquelas consideradas fáceis, provavelmente "chutou" as respostas.

Por isso, terá uma nota inferior à de um estudante que acertou as fáceis, mas errou as mais complexas (veja ilustração abaixo).

A TRI apresenta as seguintes vantagens em relação ao método clássico de correção.

Gastar energia, logo de cara, com aquela pergunta muito longa e complexa pode cansar o aluno e fazer com que ele erre, depois, uma questão considerada simples. No contexto de TRI, a nota será prejudicada.

👉🏽Fazer a prova nessa ordem pode ajudar a aumentar a nota em relação ao sistema TRI. Neste caso, se o aluno deixar para responder por último as questões que achar difíceis, e se precisar chutar, a nota não vai ser tão comprometida caso ele erre a resposta.

Apesar de priorizar um desempenho coerente, a TRI não anula a nota caso um aluno acerte as questões difíceis e erre as fáceis. Neste caso, o padrão de respostas vai identificar uma variação e vai atribuir uma nota menor a este acerto, do que atribuiria caso os itens mais fáceis também estivessem corretos.

📈 Por que a nota da prova não vai de 0 a 1. 000.

No Enem 2025, a nota máxima na prova de Linguagens, por exemplo, foi 794,5 e a mínima, 309,2.

Ou seja: quem acertou todas não tirou 1. 000, e quem errou 100% das perguntas não ficou com zero. Por quê.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que organiza e aplica o Enem, o que determina os "extremos" da nota é o grau de dificuldade das perguntas daquela edição.

Quando a prova for composta por muitos itens fáceis, o máximo tenderá a ser mais baixo, e quando for formada por itens difíceis, o mínimo tenderá a ser mais alto", diz o órgão, em documento de orientação aos participantes.

🚨 Mas, atenção: deixar uma questão em branco nunca é a melhor opção. O ideal é se preparar para o exame, para que, mesmo sem saber responder tudo, o a candidato apresente um desempenho "coerente.

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