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Aos 80 anos, Alice Ruiz honra o prêmio Tradições UBC pela poética contribuição dada como letrista à música

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Aos 80 anos, Alice Ruiz honra o prêmio Tradições UBC pela poética contribuição dada como letrista à música

Também parceira de Itamar Assumpção (1949 – 2003) – com quem compôs “Milágrimas” (1993) e “Vou tirar você do dicionário” (1993), entre outras cerca de 20 músicas – e Zeca Baleiro, com quem criou “Quase nada” (2000) e “O amor que merece” (2003), Alice Ruiz é poeta que tem escrito e posto versos a serviço da música brasileira em trajetória que já soma mais de cinco décadas e que abarca a difusão do haicai.

Por isso mesmo, aos 80 anos, completados em 22 de janeiro, a poeta, letrista, publicitária e tradutora curitibana faz jus ao prêmio Tradições UBC, honraria que lhe será concedida pela União Brasileira de Compositores na próxima quarta-feira, 26 de agosto, na Casa de Francisca, em São Paulo (SP).

Eu vou espalhar ao máximo a notícia desse reconhecimento que a UBC me oferece através desse troféu porque, da forma que a música está sendo divulgada, principalmente depois do advento do streaming, letrista virou fantasma.

E, se for mulher, a invisibilidade é ainda maior. Por isso eu, como mulher e letrista, vibro e faço festa ao receber essa homenagem", celebra Alice Ruiz.

Com habilidade para ver poesia no cotidiano e para transformar a palavra em versos de canção, em trajetória em que a poesia sempre caminhou de mãos dadas com a música, a compositora se junta a um time feminino formado por Alaíde Costa, Anastácia, Dona Onete, Lia de Itamaracá e Rosa Passos – artistas já laureadas com o troféu Tradições UBC nas cinco edições anteriores do evento.

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