Criminosos estão usando o nome e a logomarca da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para aplicar golpes financeiros, incluindo falsas mensagens sobre transações suspeitas e ofertas de empréstimos com condições vantajosas.
- A estratégia busca convencer o usuário de que existe uma operação irregular em andamento e induzi-lo a fornecer informações pessoais e bancárias para supostamente cancelá-la.
- Segundo a entidade, os criminosos podem solicitar dados, como número da conta e senha. Com essas informações, conseguem tentar realizar operações financeiras em nome da vítima e provocar prejuízos.
- A orientação é interromper imediatamente a comunicação diante de contatos suspeitos. O consumidor não deve fornecer senhas, códigos de autenticação ou dados bancários, nem realizar pagamentos ou transferências a pedido de supostos representantes da federação.
- Em caso de dúvida sobre uma movimentação financeira, a recomendação é procurar diretamente o banco pelos canais oficiais.
- Aplicativo de loja de moda é invadido e usado para ameaçar clientes.
- Brasil tem 3,6 milhões de registros biométricos ligados a fraudes de identidade.
- Malware usa poesia para infectar mais de 3 mil dispositivos.
- Interromper o contato ao receber mensagens suspeitas em nome da entidade.
- Não fornecer senhas, códigos de autenticação ou dados pessoais e bancários.
- Não realizar pagamentos ou transferências para resolver supostos problemas na conta.
- Nunca pagar taxas antecipadas para receber um empréstimo.
- Procurar diretamente a instituição financeira pelos canais oficiais para confirmar qualquer informação.
O alerta foi divulgado pela entidade nesta sexta-feira (9), após a identificação de novas tentativas de fraude.
A Febraban esclarece que é uma associação civil sem fins lucrativos que representa instituições financeiras e não mantém relacionamento direto com clientes bancários.
Por isso, não entra em contato com pessoas físicas ou jurídicas para realizar procedimentos de segurança ou operações financeiras.
Falso empréstimo cobra taxas antecipadas.
Outro golpe recorrente envolve ofertas falsas de crédito. Nesse esquema, criminosos criam páginas e perfis na internet que imitam instituições financeiras e anunciam empréstimos com condições muito vantajosas, liberação rápida ou facilidades para pessoas negativadas.
Depois que o interessado preenche um cadastro, os golpistas podem enviar um contrato falso e exigir o pagamento antecipado de taxas, impostos ou outros valores para liberar o dinheiro.
Para convencer a vítima, os criminosos alegam que as cobranças são procedimentos normais do mercado ou exigências da própria Febraban. A entidade, porém, afirma que não oferece empréstimos nem cobra valores para liberar crédito.
A principal recomendação é desconfiar de mensagens que criam urgência, informam sobre supostos problemas bancários ou prometem crédito em condições incomuns.
Para reduzir o risco de cair em golpes, a Febraban orienta.
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
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