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Corumbá - MS | Sábado, 7 de novembro de 2026 | 14:05

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Saúde

Municípios da tríplice fronteira recebem mobilização contra o sarampo

Mobilização tem o apoio dos distritos sanitários especiais indígenas Alto Rio Solimões e Vale do Javari e das Casas de Saúde Indígena.

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Saúde — imagem padrão

Em nota, o Ministério da Saúde informou que a estratégia, realizada em parceria com os governos locais, busca ampliar a proteção da população diante do avanço do sarampo nas Américas, incluindo em países vizinhos ao Brasil.

A proposta é intensificar a vacinação em portos, comunidades ribeirinhas e áreas indígenas.

Segundo a pasta, equipes estarão em unidades de saúde e em locais de grande circulação, como portos, feiras, escolas e estabelecimentos comerciais e também farão visitas domiciliares.

A mobilização tem o apoio dos distritos sanitários especiais indígenas Alto Rio Solimões e Vale do Javari e das Casas de Saúde Indígena (Casai).

Nos quatro municípios amazonenses, todos, a partir dos 6 meses de vida, podem receber a vacina, independentemente do histórico vacinal. Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias recebem a dose zero, que não substitui doses previstas no calendário de rotina.

A partir dos 12 meses, deve ser seguido o esquema recomendado para cada idade.

O Brasil permanece livre da circulação endêmica do sarampo desde 2024. Em 2019, o país chegou a registrar mais de 20 mil casos. Este ano, foram confirmados 65 casos importados.

Para evitar a reintrodução da circulação do vírus, o ministério mantém estratégias como busca ativa de casos, vigilância epidemiológica e bloqueio vacinal em áreas prioritárias.

Dos 65 casos confirmados no país em 2026, 21 foram registrados no Amazonas, em municípios localizados na faixa de fronteira com o Peru e com a Colômbia. A maioria ocorreu em Tabatinga (9) e Benjamin Constant (6), além de Atalaia do Norte (2) e São Paulo de Olivença (4).

O ministério informou que, ao longo de 2025, a cobertura vacinal contra o sarampo no Amazonas chegou a 89,7% para a primeira dose e 76% para a segunda. No mesmo período, os índices nacionais de cobertura vacinal contra a doença foram de 93,15% e 78,61%, respectivamente.

Em números

  • Em 2019, o país chegou a registrar mais de 20 mil casos
  • Este ano, foram confirmados 65 casos importados

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