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Corumbá - MS | Sexta-feira, 6 de novembro de 2026 | 17:21

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Eleições 2026

MP questionou 42 candidaturas por ligação com crime organizado

6 candidatos com registros negados obtiveram votos para se eleger; recursos ainda aguardam julgamento. Leia no Poder360.

4 min de leitura
Urna eletrônica — Eleições 2026

O Ministério Público Eleitoral contestou 42 candidaturas nas eleições de 2026 por suspeita de ligação com o crime organizado. Em 6 casos, os candidatos conseguiram votos suficientes para se eleger, mesmo com os registros negados pela Justiça.

O balanço foi divulgado nesta 6ª feira (6.nov. 2026) pela Procuradoria-Geral da República. O Rio de Janeiro concentra a maior parte dos casos, com 26 candidaturas questionadas.

O levantamento do MP Eleitoral abrange 10 estados e inclui candidatos a deputado estadual, deputado federal, senador e governador. A Paraíba aparece em seguida, com 4, enquanto São Paulo teve 3.

Acre e Mato Grosso do Sul registraram 2 cada. A lista inclui ainda Amapá, Bahia, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Norte, com 1 candidatura questionada em cada estado.

Dos 42 registros contestados, 22 foram negados pela Justiça ou tiveram renúncia dos candidatos. Outros 4 foram liberados, mas o Ministério Público recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral para tentar reverter as decisões.

A maior parte dos postulantes disputava vagas de deputado estadual, com 22 candidaturas, ou deputado federal, com 16. Também houve questionamentos para senador, suplente de senador e governador.

CANDIDATURAS ELEITAS E RECURSOS O Ministério Público Eleitoral pediu ao TSE que barre a candidatura de Márcio Canella (União Brasil-RJ), eleito deputado estadual no Rio de Janeiro.

O órgão recorreu depois de o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) liberar o registro do político. Canella foi preso em outubro, na 8ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro com postos de combustíveis.

Segundo o Ministério Público, há indícios de que o deputado eleito atuou para favorecer o grupo criminoso, inclusive na indicação de cargos públicos. O parecer também cita suspeitas de ligação com milícias e com o Comando Vermelho.

Em São Paulo, Ney Santos (Republicanos-SP), eleito deputado federal, também teve a candidatura contestada pelo Ministério Público Eleitoral. O ex-prefeito de Embu das Artes é réu em um processo por suspeita de comandar organização criminosa e lavar dinheiro ligado ao tráfico de drogas.

O TRE-SP liberou sua candidatura por 3 votos a 2, mas o MP recorreu ao TSE. CRIME ORGANIZADO NAS ELEIÇÕES O Ministério Público Eleitoral tem buscado impedir que facções e milícias ampliem sua influência por meio de candidaturas.

A atuação se apoia em decisões do TSE que permitem barrar políticos ligados a grupos armados, mesmo quando não há condenação criminal definitiva. A análise, porém, depende das provas apresentadas em cada processo e da decisão da Justiça Eleitoral.

A Constituição proíbe partidos políticos de recorrer a organizações paramilitares. Na interpretação do Ministério Público, essa regra também impede que grupos criminosos usem partidos e candidaturas para ganhar espaço na política.

O entendimento foi aplicado em pedidos contra candidatos suspeitos de ligação com milícias e facções nas eleições de 2026.

6 candidatos com registros negados obtiveram votos para se eleger; recursos ainda aguardam julgamento.

O Rio de Janeiro concentra a maior parte dos casos, com 26 candidaturas questionadas. O levantamento do MP Eleitoral abrange 10 estados e inclui candidatos a deputado estadual, deputado federal, senador e governador.

O Ministério Público Eleitoral pediu ao TSE que barre a candidatura de Márcio Canella (União Brasil-RJ), eleito deputado estadual no Rio de Janeiro. O órgão recorreu depois de o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) liberar o registro do político.

Canella foi preso em outubro, na 8ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro com postos de combustíveis. Segundo o Ministério Público, há indícios de que o deputado eleito atuou para favorecer o grupo criminoso, inclusive na indicação de cargos públicos.

O Ministério Público Eleitoral tem buscado impedir que facções e milícias ampliem sua influência por meio de candidaturas. A atuação se apoia em decisões do TSE que permitem barrar políticos ligados a grupos armados, mesmo quando não há condenação criminal definitiva.

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