Ir para o conteúdo

Quarta-feira, 7 de outubro de 2026 | Corumbá - MS | 33°C Céu limpo

Política

Vínculos com o crime superam caso Master e corrupção em ataques nas eleições do governo do RJ

Eduardo Paes e Douglas Ruas se acusam de ligações com facções e milícias

2 min de leitura
Política — imagem padrão

Supostos vínculos com o crime organizado são as principais armas de ataque entre os candidatos ao Governo do Rio de Janeiro. O tema supera o uso de suspeitas de corrupção que dominaram as artilharias das duas últimas eleições, incluindo o caso Master, um dos motivos da desistência do ex-governador Cláudio Castro (PL) em se candidatar ao Senado.

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), tem explorado a antiga aliança entre o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Douglas Ruas (PL), e seu antecessor, Rodrigo Bacellar (União) —que está preso sob acusação de vazar informações de uma operação contra o Comando Vermelho, a maior facção do estado.

O candidato do PL, por sua vez, levanta suspeitas contra o ex-prefeito por conseguir fazer campanha, ao lado do presidente Lula, em favelas controladas por facções criminosas.

A estratégia repete a adotada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o petista em 2022.

As acusações chegaram até ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral). O deputado Carlos Jordy (PL), aliado de Ruas que disputa o Senado, pediu a impugnação do registro de candidatura de Paes alegando suposto vínculo do ex-prefeito com o crime organizado.

Jordy usa como argumento a aliança do ex-prefeito com a deputada Lucinha (PSD), ré sob acusação de atuar como "braço político" de um grupo miliciano, e com João Drumond, candidato a deputado estadual pelo PRD e neto do bicheiro Luizinho Drumond.

A defesa do candidato do PSD classificou a manifestação como "temerária, vergonhosa e lamentável" e pede punição ao deputado por litigância de má-fé.

As acusações mútuas de vínculo com o crime organizado são consequências dos desdobramentos da Operação Unha e Carne, que apura a relação de políticos com esses grupos.

Além de Bacellar, foram presos no curso das investigações o juiz federal Macário Júdice e o então deputado estadual Thiago Rangel (Avante), que depois renunciou ao mandato.

O ex-deputado Márcio Canella (União) foi alvo de busca e apreensão.

As investigações adicionaram contornos políticos à crise de segurança pública que atinge o país e, principalmente, o Rio de Janeiro.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Política
Brasil — imagem padrão
Brasil

Pensão apoia órfãos de vítimas de feminicídio

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública projeta que o crime deixa mais de 2 mil órfãos todos os anos no país. Para ajudar financeiramente essas crianças e adolescentes, que muitas vezes perdem suas provedoras, foi regula

Em Brasil