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Política

Órgãos ignoram ordem do governo e mantêm delegados cedidos pela PF

Determinação foi dada em junho pelo Executivo, mas 53 policiais permanecem em outras funções

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Política — imagem padrão

Quase três meses após o governo cobrar o retorno de 53 delegados da Polícia Federal que estão cedidos a outros órgãos, nenhum dos policiais voltou ao posto de origem.

Os órgãos que abrigam os delegados pediram que eles permaneçam nos atuais postos.

A determinação do Executivo foi tomada em meados de junho, mas não teve efeito prático. O tema voltou à tona após o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, pelo ministro André Mendonça.

Atualmente, dois delegados da corporação assessoram Mendonça, que é relator do caso Master e das fraudes do INSS. Ao atuar no gabinete, eles não têm ligação direta com o comando geral da corporação.

Quando o presidente Lula cobrou a saída dos delegados dos gabinetes, o ministro avaliou que o governo tentava interferir nas investigações em andamento.

Em junho, Lula disse que agentes e delegados estavam em outro lugar "fingindo que estão trabalhando.

A fala gerou reação imediata da categoria. A ADPF (Associação dos Delegados da Polícia Federal) afirmou, na época, que 53 delegados estavam cedidos, o que representa menos de 3% da categoria.

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