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Política

Lobista cobrou Lulinha para “se mexer” por negócio de R$ 1 bilhão

Roberta Luchsinger disse ao filho do presidente que o Careca do INSS pressionava por contrato de canabidiol com o governo. Leia no Poder360.

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Roberta Luchsinger disse ao filho do presidente que o Careca do INSS pressionava por contrato de canabidiol com o governo.

As informações são da revista Veja, que teve acesso à íntegra do inquérito da PF. De acordo com a publicação, o negócio era articulado pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, com auxílio da lobista Roberta Luchsinger.

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Em uma mensagem de 23 de janeiro de 2025, Roberta escreveu a Lulinha: “Antonio tá pressionando e acho bom vc se mexer [sic]”. A PF também identificou tratativas para aproximar o grupo de integrantes do Ministério da Saúde.

Segundo a investigação, Roberta acionava Lulinha para acelerar a regulamentação da produção e da venda de medicamentos à base de canabidiol no país. Depois, a intenção era convencer o Ministério da Saúde a contratar uma empresa ligada ao Careca do INSS para fornecer os produtos.

De acordo com a reportagem da Veja, a PF descobriu uma reunião entre Roberta e Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo da Ministério da Saúde, que foi marcada por Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete do presidente Lula.

O encontro teria sido agendado depois da interferência de Lulinha.

A investigação aponta que Roberta, Lulinha e Fernando Bittar formariam um grupo voltado à intermediação de interesses privados junto ao governo federal. No relatório, os delegados afirmam haver indícios de atuação coordenada do trio para facilitar negócios com órgãos públicos.

Ao Poder360, a defesa de Lulinha voltou a criticar o que considera como “vazamento criminoso” das investigações. Segundo a defesa, há um objetivo de influenciar o processo eleitoral utilizando o filho do presidente, sem que haja provas que o incriminem.

Procuradas por este jornal digital, as defesas de Marcola, Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, não quiseram se manifestar.

A defesa de Gustavo Gaspar, com quem a lobista trocou algumas das mensagens, disse que não vai se manifestar enquanto não tiver acesso aos autos.

O Poder360 também tentou entrar em contato com as defesas de Kalil e Fernando Bittar, mas não teve sucesso em encontrar telefones ou e-mails válidos para informar sobre o conteúdo desta reportagem.

Este jornal digital seguirá tentando fazer contato e este texto será atualizado caso uma manifestação seja recebida.

  • Lobista cobrou Lulinha para “se mexer” por negócio de R$ 1 bilhão.

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