Governistas se mostram irritados, nos bastidores, com a postura do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que determinou a apreensão do passaporte do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A avaliação no governo é que a decisão, tomada um dia após a eleição, eleva a tensão desnecessariamente.
Segundo interlocutores, o presidente Lula (PT) teria demonstrado preocupação com os próximos passos. Na avaliação dele, a apreensão do passaporte e a suposta fuga de Flávio reforçam o discurso de que há perseguidos políticos no Brasil.
Essa, inclusive, é a narrativa adotada pelo irmão dele, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que vive foragido nos Estados Unidos.
Já existe uma expectativa de que Moraes decrete a prisão do senador. Isso porque ele descumpriu a ordem de entregar o passaporte à PF (Polícia Federal).
A prisão, avaliam governistas, vai gerar mais revolta, o que pode respingar diretamente na governabilidade de Lula.
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