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Política

Debate-mico teve pastelão de Cury, verborragia de Renan e goianidade de Caiado

Com Lula e Flávio ausentes, candidatos reforçaram suas características aos eleitores

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Política — imagem padrão

Nanicos até o momento na disputa presidencial, Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) procuraram aproveitar o debate-mico na Band para reforçar ao eleitorado características que pretendem explorar na campanha.

Cury, que deu toques de pastelão ao evento, ao protagonizar um ridículo vai-não vai na porta da emissora, reforçou seu objetivo de ser um pacificador nacional (e até mundial), resumido em um bom slogan: "o Brasil tem cura.

Autor de best-sellers de autoajuda, o candidato do Avante caprichou nas frases de efeito para defender suas propostas. Para ele, professores "são cozinheiros do conhecimento, que não têm apetite em razão da intoxicação digital.

Poeticamente, disse que "a vida é bela e breve como gota de orvalho.

Em determinado momento, ao falar da necessidade de ter uma atitude positiva, chegou a fazer merchandising de um de seus livros.

Renan teve atitude oposta, fiel a seu estilo franco-atirador. Se Cury foi lírico, ele investiu na verborragia e na estratégia de chocar.

Já Caiado repetiu sua estratégia de Goiás, Goiás e mais Goiás. A goianidade explícita não chega a surpreender, uma vez que a experiência administrativa como governador é seu grande trunfo.

E tome referências autoelogiosas à segurança, educação, saúde e economia do estado do Centro-Oeste, que às vezes pareceram excessivas.

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