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Eleições 2026

Janja participou ativamente de campanha e foi em maioria dos atos

4 min de leitura
Urna eletrônica — Eleições 2026

De 16 de agosto a 3 de outubro, período da campanha eleitoral, a primeira-dama Janja da Silva participou de 29 eventos pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Primeira-dama esteve em 29 eventos de campanha; para outras pautas, priorizou temas voltados às mulheres.

Desse total, o petista não estava presente em 4.

A primeira-dama também manteve uma agenda própria nesse período. Dos 48 compromissos divulgados, 7 foram voltados às mulheres. Também aparecem na lista de atividades relacionadas a governo, cultura, educação, entrevistas, bets, meio ambiente, infraestrutura e autoridades estrangeiras.

Em abril de 2024, Janja afirmou que exerce o papel de “articuladora” no governo, com o aval do presidente. Em entrevista à BBC, declarou: “Meu papel é de articuladora, de quem fala sobre políticas públicas.

Podemos [Lula e Janja] estar em espaços diferentes e conversar com públicos diferentes quando necessário”.

Questionado pelo Poder360 qual seria o papel de Janja na campanha de reeleição de Lula, o presidente do PT, Edinho Silva, declarou que ela é uma “liderança” e que não é “o modelo de primeira-dama tradicional”.

Apesar disso, disse que a primeira-dama não participaria da coordenação da campanha do petista.

Na prática, Janja ocupou um espaço importante na campanha, principalmente visando ao eleitorado feminino –que, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, soma 52% do total.

Segundo Lula, foi a primeira-dama quem chamou a sua atenção para as pautas voltadas às mulheres.

Em novembro, o presidente contou que Janja chorou ao acompanhar casos de feminicídio. “Eu acordei domingo para tomar café e no café a Janja começou a chorar. Ontem, ela voltou a chorar.

E hoje, no avião, ela pediu pra mim: ‘Ô, Lula, assuma a responsabilidade de uma luta mais dura contra a violência do homem contra a mulher no planeta Terra’”, afirmou.

Desde essa data, o combate a violência à mulher tem se tornado uma bandeira da campanha de Lula.

Apesar de Lula não ter estado presente na agenda de Janja durante o período eleitoral, ela também exerce um papel na tentativa de aproximação do presidente com o eleitorado evangélico –que historicamente rejeita o petista.

Por exemplo, a primeira-dama gravou um jingle de Lula “Tapete Vermelho” com o cantor e pastor Kleber Lucas.

Além disso, a primeira-dama também participa de decisões estratégicas da campanha, indo a reuniões internas e despachando com Edinho e com o marqueteiro Raul Rabelo.

No lançamento da campanha de Lula, realizado em São Bernardo do Campo em 16 de agosto, foi Janja quem teve a ideia de chamar a cantora Fafá de Belém e também definiu a ordem de algumas apresentações.

Durante comícios, caminhadas e atos é comum que Janja discurse. No Rio de Janeiro, em 22 de agosto, a primeira-dama convocou as mulheres para angariar votos para o petista.

Já no Planalto, a primeira-dama participa de eventos oficiais, além de acompanhar o presidente em viagens internacionais –apesar de não ocupar cargo no governo.

Ela é um dos principais nomes envolvidos nas ações do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, programa lançado em fevereiro de 2026.

Janja esteve na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, realizada em 22 de setembro. Lá, se encontrou com a primeira-dama da Turquia, a Emine Erdoğan, além de assistir ao discurso de Lula na abertura da cerimônia –tradicionalmente, o presidente brasileiro é o 1º líder de Estado a falar.

Nos 49 dias que antecederam o 1º turno, Janja priorizou a atuação em eventos no Distrito Federal. Foram 16 compromissos lá, mais do que em qualquer outro Estado.

Ela participou tanto de ações do governo como de campanha. Sem Lula, esteve em adesivaços realizados em Brasília e em Ceilândia.

São Paulo e Rio de Janeiro aparecem em seguida, com 5 eventos cada, enquanto Minas Gerais teve 4. Também houve compromissos em Piauí (3), Paraná, Bahia, Ceará e Rio Grande do Sul (2 cada), além de Santa Catarina, Alagoas, Pernambuco e Pará (1 cada).

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