O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), eleito governador de Minas Gerais, tem sido chamado de “socialista” e “comunista” por internautas nas redes sociais.
Governador eleito de Minas Gerais criticou patrocínios a clubes de futebol e já defendeu fim da escala 6 X 1, isenção do IR e manutenção da Cemig como estatal.
Apesar de se identificar como um político de direita e apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, o mineiro tem feito declarações e defendido medidas que parte dos usuários associa a pautas tradicionalmente vinculadas à esquerda.
A repercussão ganhou força depois que Cleitinho publicou um vídeo sobre a decisão do TCE-MG (Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais) de suspender patrocínios anunciados pelo governo estadual de Mateus Simões (PSD) a clubes de futebol, como alternativa à perda de receitas com a proibição das casas de apostas.
No vídeo, o senador questionou o uso de recursos de empresas estatais para patrocinar equipes que, segundo ele, são administradas como SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol) e pertencem à iniciativa privada.
Cleitinho também afirmou que o anúncio dos patrocínios foi uma medida eleitoreira e disse ter procurado o Tribunal de Contas depois de vencer a eleição para tentar barrar os repasses.
O mineiro justificou a oposição à medida com a situação financeira do Estado. Segundo ele, durante o período de transição, recebeu informações de que o governo poderia enfrentar dificuldades para pagar servidores e de que faltaria merenda em escolas estaduais.
Depois da publicação, internautas passaram a chamar o senador de “socialista” e “camarada”. As manifestações também recuperaram declarações anteriores do mineiro sobre temas econômicos, trabalhistas e sociais.
Cleitinho defende fim da escala 6 X 1.
O gesto foi uma crítica à demora na tramitação de propostas que alteram a escala 6 X 1, entre elas a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 4/2025. O texto prevê reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com 2 dias de descanso remunerado e sem redução salarial.
A proposta foi aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado em setembro de 2026.
A defesa do fim da escala 6 X 1 também foi lembrada por internautas por contrastar com posições anteriores de Flávio Bolsonaro, apoiado por Cleitinho na disputa presidencial, que já havia se manifestado contra a mudança na jornada de trabalho.
Em outubro, porém, Cleitinho afirmou que Flávio havia se comprometido a votar a favor da proposta.
Na ocasião, o senador defendeu que a proposta recebesse apoio inclusive de integrantes da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao Poder360, afirmou que não era “oposição ao Brasil, apenas ao governo Lula” e que os demais oposicionistas deveriam apoiar a iniciativa, por se tratar de uma ideia também defendida pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Críticas a boicotes e privilégios políticos.
O senador argumentou que remunerações, benefícios e verbas de gabinete são custeados com dinheiro dos contribuintes.
Outra posição destacada nas redes sociais foi a oposição de Cleitinho à privatização da Cemig. Ao questionar a possibilidade de venda da companhia, afirmou: “Por que venderia uma empresa que dá lucro?”.
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