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Política

Chanceler do Irã diz que diplomacia com os EUA ainda é possível

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que retomar o caminho da diplomacia não é impossível, mas depende de os Estados Unidos compreenderem que a pressão não funciona.

Em uma postagem no X, Araqchi disse ter mantido o que descreveu como “discussões criativas” com o primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar.

Putting diplomacy back on track isn't impossible. It hinges on U. S. understanding of one simple fact: pressure doesn't work. The U. S. should build trust, speak respectfully, acknowledge our rights, and uphold commitments.

Em uma postagem no X, Araqchi disse ter mantido o que descreveu como “discussões criativas” com o primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, acrescentando que Washington deveria construir confiança, falar com respeito, reconhecer os direitos do Irã e cumprir seus compromissos.

O Irã está preparando uma lista de condições para a reabertura do Estreito de Ormuz, depois que os mediadores solicitaram a Teerã que as definisse, afirmou Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, acrescentando que o fim da guerra regional estava entre elas.

Rezaei disse que o Irã chegou a um acordo com Omã sobre um corredor de navegação pelo estreito, com partes da rota em águas omanis e outras em águas iranianas.

Uma fonte de alto escalão afirmou na quarta-feira (26) que o Irã e Omã ainda estavam trabalhando nos detalhes de um acordo sobre a via navegável, depois que a Guarda Revolucionária do Irã informou que os dois países haviam chegado a um acordo sobre como dividir o controle do estreito e suas receitas.

Um porta-voz da Guarda Revolucionária disse que o Irã não permitiria a reabertura do estreito a menos que Washington suspendesse o que Teerã descreve como um bloqueio aos portos iranianos, além de pagar indenizações e retirar as sanções.

Antes do início da guerra, em fevereiro, o estreito transportava cerca de um quinto dos embarques globais de petróleo e gás natural liquefeito. Desde então, o tráfego marítimo pela via navegável foi praticamente interrompido.

Os acordos de cessar-fogo anunciados por Washington e Teerã em abril e junho tinham como objetivo restabelecer o tráfego marítimo, mas não se mantiveram.

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