Ir para o conteúdo
Política

'Canetada do TSE foi mortal para Lula e afetou eleições nos estados', diz marqueteiro de Douglas Ruas

Paulo Vasconcelos afirma que decisão de ministra sobre debate

3 min de leitura
Política — imagem padrão

O publicitário Paulo Vasconcelos, responsável pela campanha do presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Douglas Ruas (PL), afirma que a decisão da ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de alterar regras do debate da TV Globo afetou o resultados das urnas em favor do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de seus aliados nos estados.

Ele compara o efeito da decisão judicial à cena da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) com arma em punho nas ruas de São Paulo na véspera do segundo turno da eleição presidencial de 2022.

Acho que a canetada de agora foi a Zambelli de 2022. O [ex-presidente Jair] Bolsonaro creditou à Zambelli, naquela época, o desgaste dele. Só estou juntando as pontas, porque acredito que o cancelamento de debate mexeu num voto que estava acomodado", afirmou.

Ex-integrante da campanha de Ronaldo Caiado (PSD), ele afirma que a força das redes sociais dos candidatos é "um mito que morre nesta eleição". "O tráfego pago é o segredo das redes sociais.

As redes orgânicas você fala para convertido.

O resultado no Rio de Janeiro surpreendeu? A campanha do Rio tem uma tipicidade diferente de outras tantas. Outras figuras estiveram muito atrás e depois ganharam.

Essa onda de reta final é difícil dizer de onde veio. Vejo um voto de protesto, impacto dos movimentos de reta final, ausência de debates e a censura feita no debate da Globo.

O sr. fala da disputa presidencial. Aquilo repercutiu para tudo quanto é lado. Tem se associado ao presidente um alinhamento mais forte ao Judiciário. E à direita uma oposição mais dura ao Judiciário.

Marqueteiramente, o desgaste do Judiciário é uma força da direita. A caneta da juíza dá aquele voto de censura, mudando completamente o que se via em todos os debates históricos, que é, quando o candidato falta, fica lá o púlpito.

Para piorar, a Globo cancela o debate. Todo mundo ficou sabendo disso porque o debate da Globo, que não tem a audiência que já teve no passado, é muito simbólico.

É como se fosse a final de campeonato. Esse fato político foi a onda.

Uma onda não só na presidencial? Primeiro que o Flávio é do Rio. Segundo, tem um bom alinhamento com Douglas. Terceiro que ele terminaria as agendas dele no Rio de Janeiro.

Então isso tudo gera a onda, esse voto inconformado de reta final.

Afetou também as disputas estaduais? Acho que afetou a todos. O Cleitinho [governador eleito de Minas Gerais], que estava parado em 30 e poucos pontos, subiu. O Douglas ganhou 10 pontos na reta final, e assim sucessivamente.

Sergio Moro no Paraná. Eu acho que a canetada de agora foi a Zambelli de 22. É um chiste. Não consigo medir a força de uma nem de outra. O Bolsonaro creditou à Zambelli o desgaste dele.

Só estou juntando as pontas, porque acredito que o cancelamento do debate mexeu num voto que estava acomodado, ainda pendente de decisão. Virou um voto de protesto.

A canetada da juíza foi mortal para Lula.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Política