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Economia

Investidores estrangeiros aportam R$ 10,6 bilhões na Bolsa em pregão após 1º turno das eleições

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O levantamento é da plataforma Dados de Mercado, que monitora o saldo diário do fluxo de capital de estrangeiros, investidores institucionais e pessoas físicas na B3.

Desta vez, a reação positiva reflete a expectativa de alternância de poder na Presidência da República e de uma condução fiscal mais sólida, na avaliação de investidores domésticos e estrangeiros.

O senador Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula, atual presidente. Os dois disputarão o segundo turno, marcado para o próximo dia 25.

Nunca houve uma virada do segundo colocado na disputa pela Presidência da República no segundo turno.

A gente tem visto um movimento bastante forte no Ibovespa e ainda mais forte nas empresas menores, de menor capitalização de mercado. Isso está refletindo basicamente a curva de juros mais baixa para o futuro.

Isso faz com que as perspectivas de lucro dessas empresas cresçam, tanto pela redução da despesa financeira como pela melhora na atividade", afirma João Daronco, analista da Suno Research.

O UBS também vê espaço para valorização dos ativos se o segundo turno confirmar o resultado do primeiro e o mercado passar a precificar uma estabilização da dívida em relação ao PIB.

A volatilidade associada às eleições no Brasil e o desempenho histórico inferior do mercado acionário fizeram com que o JPMorgan reduzisse a recomendação para as ações brasileiras de "overweight" (acima da média) para "neutra", movimento apontado por analistas como um dos fatores que contribuíram para a saída de recursos do mercado local.

Em números

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