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Política

Aliados de Flávio dizem ter avisado governo Trump que senador contestaria resultado da eleição

Marco Rubio deve se reunir com chanceler brasileiro em Atlanta

3 min de leitura
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Após a vitória do presidente Lula (PT) nas eleições brasileiras, integrantes do governo Donald Trump procuraram aliados de Flávio Bolsonaro (PL) para saber se o senador reconheceria o resultado das urnas.

  • Congressistas democratas dos EUA parabenizam Lula e pedem reconhecimento de Trump.
  • Lula terá Trump como principal desafio externo e apostará em diálogo após embates na eleição.

Como mostrou a Folha, o governo americano decidiu adiar o reconhecimento da vitória do petista.

Segundo aliados de Flávio ouvidos pela reportagem, integrantes da administração Trump optaram por aguardar uma definição sobre a postura do candidato derrotado antes de decidir como se manifestar sobre o resultado das eleições brasileiras.

O governo Trump, até o início da tarde desta segunda-feira (26), não havia se pronunciado sobre o resultado da eleição. O silêncio ocorre às vésperas de uma nova rodada de contatos diplomáticos entre os dois países.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, viajará aos Estados Unidos nesta semana para participar da reunião de chanceleres do G20, marcada para sexta-feira (30) e sábado (31), em Atlanta, na Geórgia.

Durante a viagem, o chanceler brasileiro deve se encontrar com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em meio às incertezas sobre a postura da Casa Branca diante da reeleição de Lula.

No domingo (25), antes da conclusão da apuração, um assessor de Trump afirmou à Folha que o presidente americano estava inclinado a reconhecer o resultado das eleições ainda naquela noite, se Flávio ganhasse.

Questionado se essa posição seria mantida em caso de vitória de Lula, o mesmo assessor disse que o cenário não havia sido discutido com o republicano.

Agora, aliados de Flávio afirmam que a possibilidade de questionamento do resultado eleitoral ainda está em discussão.

Figuras próximas a Trump também passaram a questionar o processo eleitoral brasileiro. O filho do presidente americano, Donald Trump Jr., criticou a imprensa dos Estados Unidos por não se manifestar sobre a ampliação do horário de votação no Brasil.

O advogado de Trump Martin De Luca passou boa parte do domingo publicando críticas ao processo eleitoral brasileiro nas redes sociais.

Já Steve Bannon, ex-estrategista da Casa Branca, defendeu na manhã desta segunda-feira que Trump e Rubio se pronunciassem sobre a eleição e rompessem relações diplomáticas com o Brasil.

Apesar de não ter declarado apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro, Trump elogiou o desempenho do senador no primeiro turno, quando ele terminou à frente de Lula, classificando o resultado como uma "grande vitória" e algo "impressionante.

Na ocasião, o republicano também publicou uma mensagem nas redes sociais elogiando a rapidez da apuração dos votos no Brasil, que usou para criticar o sistema eleitoral americano.

Já no domingo, dia do segundo turno, evitou comentar sua preferência entre os candidatos. Questionado por jornalistas, limitou-se a dizer que acompanhava a disputa.

Não quero entrar nesse assunto, mas estamos monitorando", afirmou.

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