Ir para o conteúdo
Economia

Herdeiro de fundador da Ray-Ban avalia comprar jornal que o critica na Itália

Acionistas fundadores da dona do Il Fatto Quotidiano dizem que não têm intenção de vender

2 min de leitura
Economia — imagem padrão

As ações registraram a maior alta desde 2019, apesar da resposta dos acionistas fundadores de que não pretendem vender suas participações.

A proposta não solicitada ampliaria os investimentos em mídia do executivo.

Conhecido por seu jornalismo contundente, o Il Fatto vem publicando reportagens críticas sobre Del Vecchio, suas dívidas e decisões financeiras, em meio a acusações mútuas entre repórteres e o bilionário de 31 anos, divulgadas publicamente nas redes sociais.

O herdeiro da EssilorLuxottica afirmou que pretende preservar a reputação de independência e jornalismo investigativo do jornal e que se concentraria apenas em reverter os prejuízos da empresa.

O Il Fatto escreveu extensamente sobre nós, inclusive de forma crítica", disse. "É exatamente esse tipo de jornalismo que queremos proteger. Não estamos pedindo a ninguém que mude de opinião a nosso respeito.

Estamos apenas pedindo que as pessoas considerem um projeto que garantiria o futuro do jornal", disse.

Em resposta, o Il Fatto afirmou que um grupo de acionistas fundadores, que juntos detêm a maioria da empresa, não pretende vender suas participações nem aderir a qualquer oferta pública de aquisição lançada pela LMDV Capital.

As ações do Il Fatto chegaram a subir 23%, para 0,27 euro, o maior valor desde julho, elevando o valor de mercado da empresa para 6,75 milhões de euros.

O conselho de administração da LMDV Capital está realizando uma auditoria prévia no Il Fatto, e uma eventual oferta dependeria de condições como a obtenção de pelo menos 82,9% do capital votante, segundo o comunicado.

Leonardo Maria é um dos oito herdeiros da fortuna deixada por seu pai, Leonardo Del Vecchio, fundador do império de óculos EssilorLuxottica e que morreu em 2022.

Em agosto, ele anunciou a saída da presidência da Ray-Ban e da diretoria de estratégia do conglomerado, que também incluem marcas como Oakley, Persol e Oliver Peoples, além das licenças das grifes Giorgio Armani, Chanel e Burberry.

Nos últimos meses, Leonardo Maria investiu nos setores de mídia e publicação, inclusive no Gruppo Editoriale Nazionale, que publica o QN, ou Quotidiano Nazionale, e outros jornais.

Em números

  • %, para 0,27 euro, o maior valor desde julho, elevando o valor de mercado da empresa para 6,75 milhões de euros

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Economia