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Polícia

Justiça prende jovem e solta PM flagrado com droga avaliada em R$ 101 mil

A Justiça converteu em preventiva a prisão de Ingra Laylla Machado de Medeiros, de 19 anos, e concedeu liberdade provisória ao soldado da PMR (Polícia Mil...

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Justiça prende jovem e solta PM flagrado com droga avaliada em R$ 101 mil

Skunk estava na mochila da passageira, que levaria entorpecente de Ponta Porã a MG.

Na audiência de custódia, realizada nesta quarta-feira (12), o juiz Daniel Raymundo da Matta considerou que a quantidade de droga, a origem do entorpecente e a maneira como ele estava guardado demonstram risco à ordem pública.

Para o magistrado, os elementos indicam, neste primeiro momento, possível envolvimento da jovem com a entrada e a distribuição de drogas no território nacional.

A Justiça também destacou que o crime investigado é equiparado a hediondo e possui pena máxima superior a quatro anos de reclusão, o que permite que a prisão preventiva seja determinada.

Em relação ao policial militar, o entendimento foi diferente. Embora a Justiça tenha considerado que existem elementos para continuar a investigação, o juiz avaliou que ainda não há provas concretas suficientes para determinar a prisão preventiva.

Conforme a decisão, permanecem dúvidas sobre a participação de Luiz Rhuan, incluindo se ele sabia que a passageira transportava a droga e se tinha conhecimento do conteúdo ilícito.

A prisão preventiva, segundo o magistrado, não pode ser usada como antecipação da pena nem para resolver dúvidas que ainda precisam ser esclarecidas durante a investigação.

Por isso, a Justiça entendeu que seria necessário continuar as investigações antes de definir a responsabilidade do policial.

A decisão também considerou que não foram identificados elementos concretos de que o PM represente risco à ordem pública, à investigação ou à aplicação da lei penal.

Por isso, foi concedida liberdade provisória, sem que fossem determinadas medidas cautelares.

Com a decisão judicial, foi determinado o alvará de soltura do policial, caso ele não esteja preso por outro motivo. Já contra Ingra foi expedido mandado de prisão preventiva.

A intenção é buscar informações que possam ajudar a esclarecer a origem e o destino da droga, além de identificar possíveis outros envolvidos e entender como o transporte era realizado.

Também foi determinada a incineração do entorpecente apreendido, com preservação de amostra para eventual contraprova.

O caso continua sendo investigado para esclarecer qual foi a participação de cada um e identificar outros possíveis envolvidos no envio da droga.

  • Justiça prende jovem e solta PM flagrado com droga avaliada em R$ 101 mil.

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