O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que, nem ele “nem Lula (PT) podem afirmar com 100% de certeza que alguém foi eleito presidente do Brasil”. A declaração foi dada em entrevista à Folha de S.
Questionado pelo veículo sobre se considerar ou não o verdadeiro presidente eleito do Brasil, o senador afirmou ter “todas as ressalvas, motivos e indícios para desconfiar” do que aconteceu nas duas horas de extensão do período eleitoral após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, que foi referendada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques.
Nos EUA, Flávio diz em evento conservador que derrota para Lula ‘ainda não foi o fim’.
Na eleição presidencial de outubro, senador foi derrotado pelo presidente Lula (PT) por mais de quatro milhões de votos de diferença.
Sem apresentar novas provas, Flávio também afirmou que não possui “garantia” de que não foi eleito no primeiro turno. O senador questionou também o que explicaria o aumento nos votos de Lula no intervalo de 21 dias, afirmando que “nem essa compra de voto que ele fez” explicaria a votação expressiva no segundo turno.
À Folha, o senador também se recusou a comentar o plano de fuga que o levou aos Estados Unidos, mas disse que ainda avalia com a família se pretende morar lá ou retornar ao Brasil.
Questionado sobre como está se mantendo no país norte-americano, Flávio afirmou que está utilizando reservas financeiras acumuladas ao longo dos últimos 20 anos como parlamentar.
Sobre o governador e aliado Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já admitiu o interesse em disputar a Presidência em 2030, Flávio disse que “todo mundo tem o direito de se colocar como candidato” e reiterou que, caso seu partido permita, também terá o interesse de disputar novamente a presidência na próxima eleição.
Apesar da confirmação de interesse em disputar 2030, Flávio pontuou que, caso seu pai, Jair Bolsonaro, recupere os direitos políticos, será ele o nome da família a encabeçar a disputa.
Sobre os processos que envolvem seu nome atualmente no Supremo Tribunal Federal, Flávio afirmou já saber “qual vai ser o final muito antes de começar”.
Questionado pela publicação se apoia o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, Flávio reiterou que sim e destacou que um dos requisitos descumpridos pelo magistrado foi o de julgar ou participar de processos quando deveria ter se declarado impedido ou suspeito.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…