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Selvagens à Procura de Lei mostra vigor e senso crítico afiado em “PIVETE”, seu novo disco

O novo álbum "PIVETE" da banda Selvagens à Procura de Lei explora temas como política, sociedade e inteligência artificial, com participações de Ailton Krenak e

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Selvagens à Procura de Lei mostra vigor e senso crítico afiado em “PIVETE”, seu novo disco

O novo álbum “PIVETE” da banda Selvagens à Procura de Lei expande temáticas e sucede o trabalho anterior “Y”. O disco aborda política, sociedade e inteligência artificial, contando com participações especiais como Ailton Krenak.

Canções como “GUERRA” e “Quem Eles São?” refletem sobre questões sociais e ideológicas do mundo atual. A faixa “Dia de Rua” é um chamado à ação contra a rotina difícil e a injustiça social, com participação de Leo Suricate.

A capa analógica e músicas como “Loka América” e “Pivete” resgatam as raízes da banda em Fortaleza. O álbum abre com “Lido Brabo” e “Presença”, que expressam o espírito de continuidade e a vontade de marcar presença.“PIVETE” conta com um time estrelado de artistas como Arnaldo Baptista, mostrando a importância de agir e pensar no coletivo.

É curioso que a banda cearense Selvagens à Procura de Lei tenha batizado seu novo álbum como PIVETE, já que a essa altura do campeonato, o quarteto já esteja consolidado no time de gente grande do rock brasileiro.

Em seu novo trabalho, a banda liderada por Gabriel Aragão mostra que não apenas tem vigor e vontade de seguir tocando, como expande territórios, temáticas e sucede muito bem o ótimo Y, lançado em 2025 após a fase mais turbulenta da banda.

Novo disco, Novos Rumos, Velhas Raízes Crédito: Igor de Melo No ano passado, a Selvagens superou o momento mais difícil da carreira com muita música. Em Y, tudo se conectava com o fato de que o grupo havia passado por uma ruptura entre Gabriel e seus outros três integrantes, desde o título cuja letra simboliza um caminho que se transforma em outros dois, até a capa e canções como "Daqui Pra Frente.

Como eu escrevi aqui na ocasião, o álbum tinha ares de uma sessão de terapia aberta ao público, e podemos ficar orgulhosos do resultado do tratamento, já que a mensagem de que "tudo, tudo, tudo vai ser diferente" não ficou só na teoria.

Em PIVETE, a banda conta com diversos convidados especiais para tratar de temas que vão muito além das relações pessoais, e abre debates sobre política, sociedade, inteligência artificial e muito mais.

Em "GUERRA", por exemplo, conta com o ambientalista e pensador brasileiro Ailton Krenak para falar sobre o mundo difícil em que vivemos e as duras questões sociais e ideológicas que parecem colocar o mundo todo em um grande embate.

Seu aclamado livro, Futuro Ancestral, aparece nos braços de Gabriel na capa, inclusive. Continua após o vídeo https://www.youtube.com/watch?v=oD714ZuXchE&list=RDoD714ZuXchE&start_radio=1&pp=ygUhc2VsdmFnZW5zIGEgcHJvY3VyYSBkZSBsZWkgZ3VlcnJhoAcB Algo parecido acontece na ótima e roqueiríssima "Quem Eles São?", que conta com Andre Frateschi e desabafa sobre "aqueles que não conhecem o amor", fazendo acenos claros a influenciadores mal intencionados e falsos profetas.

Mais ao final do disco, "Dia de Rua" é mais que tudo isso. É um chamado. Com participação do humorista, pensador e político Leo Suricate, a banda usa suas guitaras para falar sobre a dura rotina que todos enfrentamos, as pessoas que nos querem mal e como a sociedade é injusta.

Sendo assim, todo dia é dia de ir pras ruas. Continua após o vídeo https://www.youtube.com/watch?v=GBMXZSChXQQ&list=RDGBMXZSChXQQ&start_radio=1&pp=ygUac2VsdmFnZW5zIGEgcHJvY3VyYSBkZSBsZWmgBwE%3D Na capa e no som, as raízes Na capa, totalmente analógica, a Selvagens à Procura de Lei quis mostrar elementos que influenciam suas canções sem que sejam, necessariamente, sonoros.

Uma foto clicada nas ruas de Fortaleza mostra as raízes da banda e isso também acontece em faixas como "Loka América", "Pivete" e "Cascadura", que trazem as marcas registradas do grupo, principalmente na mistura de melodias vocais que entoam poesia e guitarras que alternam entre o peso e a leveza.

Toda essa gana renovada, esse espírito de continuidade e essa vontade de não ser coadjuvante ficam expressas logo de cara na dobradinha "Lido Brabo" e "Presença", que abre o álbum.

A primeira, instrumental, abre caminhos para a segunda, com versos como "Não vim pedir licença / Eu vim marcar presença", o que de fato acontece durante toda quase 1 hora do álbum e nos faz lembrar de músicas como "Brasileiro", que já mostraram esse lado da SAPDL há algum tempo.

Continua após o vídeo https://www.youtube.com/watch?v=Ruy5LJa3tVI&list=RDRuy5LJa3tVI&start_radio=1&pp=ygUac2VsdmFnZW5zIGEgcHJvY3VyYSBkZSBsZWmgBwE%3D Início, Meio e Fim Apesar de longo, o álbum é muito bem distribuído e parece contar uma história e relatar uma viagem pelas ruas e caminhos que trouxeram a banda até aqui.

Não apenas isso, ao contar com nomes como Soledad, Moisés Loureiro, Tatá Aeroplano, Silvero Pereira, Claudine Albuquerque, Rodger Rogério, Nayra Costa e a lenda Arnaldo Baptista, o quarteto passa o tempo todo mostrando que o assunto agora é outro e que é hora de agir.

É sempre importante que tenhamos bandas e artistas mostrando que ficar parado nunca é uma solução, especialmente em ano eleitoral, onde tanta gente quer tirar proveito da gente.

Em PIVETE, o Selvagens à Procura de Lei cumpre esse papel e ainda mostra que o discurso de olhar pra frente não apenas foi cumprido, como veio acompanhado de um time estrelado de artistas combativos, talentosos e cheios de vontade de mudar o mundo, pensando no coletivo.

https://open.spotify.com/intl-pt/album/6SW9o0KoFo9VaX1WwJYFdf?si=4Qdau7LxRBKpNntj_PLcEw.

Selvagens à Procura de Lei e a capa do disco Pivete Veja o resumo da notícia.

Novo disco, Novos Rumos, Velhas Raízes.

Algo parecido acontece na ótima e roqueiríssima “Quem Eles São?”, que conta com Andre Frateschi e desabafa sobre “aqueles que não conhecem o amor”, fazendo acenos claros a influenciadores mal intencionados e falsos profetas.

Mais ao final do disco, “Dia de Rua” é mais que tudo isso. É um chamado.

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