O comitê norueguês do Nobel anunciou nesta sexta-feira (9) que Navanethem 'Navi' Pillay venceu o Nobel da Paz de 2026 por "seus esforços para promover a paz e o direito internacional.
Jurista sul-africana, de origem indiana, ela foi juíza do Tribunal Penal Internacional e Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos.
No ano passado, uma comissão da ONU liderada por Pillay, que investigou a guerra na Faixa de Gaza, concluiu que Israel havia cometido genocídio contra os palestinos.
Pillay responsabilizou Estados e líderes nacionais por suas ações, levou esperança às vítimas de violência e conflitos e demonstrou uma sólida bússola moral ao longo de sua extensa carreira", afirmou o comitê ao anunciar o prêmio.
Questionado pela agência de notícias AFP, o comitê diz que não toma posição sobre se a campanha militar israelense em Gaza constitui genocídio.
A comissão especial da ONU investigou a fundo tanto o ataque terrorista do 7 de Outubro, que serviu de estopim para a guerra, quanto a retaliação israelense na Faixa de Gaza e também na Cisjordânia ocupada.
A investigação deu origem a um relatório que acusa Israel e o Hamas de crimes de guerra.
O documento também conclui que Israel cometeu genocídio em Gaza com o objetivo de "destruir os palestinos" que vivem no território e culparam autoridades israelenses de alto escalão, incluindo o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, por incitar tais atos.
Israel, que se recusou a cooperar com a investigação, rejeitou o documento, chamando de falsas as acusações.
Hoje testemunhamos em tempo real como a promessa do ‘nunca mais’ é quebrada e testada diante dos olhos do mundo. O genocídio em curso em Gaza é um ultraje moral e uma emergência legal", disse Pillay a jornalistas logo após a divulgação do relatório.
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