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- Evento 'Conhecer para Enfrentar' ocorreu em 1º de outubro no Fórum da Comarca de Corumbá.
- Iniciativa reuniu sistema de justiça, universidade e rede de proteção às mulheres.
- Pesquisa contabilizou, de janeiro de 2020 a setembro de 2025, 5.172 ocorrências de violência doméstica.
- No mesmo intervalo, o estudo identificou sete feminicídios e 3.667 medidas protetivas de urgência.
- Foram lançadas duas obras sobre a realidade local da violência de gênero.
0x Em 1º de outubro, o evento ‘Conhecer para Enfrentar’ foi realizado no Fórum da Comarca de Corumbá, juntando nomes do sistema de justiça, da universidade, da sociedade civil, além de órgãos públicos e da rede de proteção às mulheres.
O objetivo era criar um espaço de conversa sobre estratégias e desafios no combate à violência de gênero na faixa de fronteira, contando com pesquisadores do assunto e com profissionais cujo trabalho se volta diretamente à proteção das mulheres.
Flávia Simone Cavalcante, juíza da 2ª Vara Criminal de Corumbá, propôs a realização do encontro ao lado do Observatório de Inovação Social da Fronteira (OBISFRON), que integra o Câmpus do Pantanal da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
Quem participou da mesa de discussão.
Entre os destaques, ganhou projeção a divulgação de duas publicações que buscam compreender o contexto da região e ampliar as ações públicas de amparo às mulheres.
De autoria de Dieimi de Souza Rufino, a primeira publicação foi batizada de ‘Quando sair de casa não é uma opção: dependência econômica e permanência na violência doméstica em Corumbá-MS’.
A pesquisa examina como a baixa renda, as dificuldades de ingresso no mercado de trabalho e os encargos familiares acabam dificultando o rompimento do ciclo de violência, apontando a independência financeira como fator decisivo para proteger e empoderar as mulheres.
Intitulada ‘Panorama da Violência contra as Mulheres em Corumbá/MS (2020–2025)’, a segunda obra tem como autoras Dieimi de Souza Rufino, Lenita Maria Bernardo Estra Mendes, Naitielly Soria de Moraes e Vivian da Veiga Silva.
A partir da reunião de informações policiais, judiciais e institucionais a respeito da violência de gênero na cidade, o trabalho oferece um diagnóstico abrangente do cenário local.
Confira a versão virtual do panorama aqui.
Entre janeiro de 2020 e setembro de 2025, o levantamento contabilizou 5. 172 casos de violência doméstica, 3. 667 medidas protetivas de urgência e sete feminicídios.
O estudo também reúne informações sobre prisões em flagrante, ações penais ligadas a agressões contra mulheres e o funcionamento da rede de proteção.
O documento ainda lista 21 iniciativas de promoção dos direitos das mulheres, tanto institucionais quanto da sociedade civil.
Conforme o material exibido durante o encontro, os estudos destacam a importância da produção científica e da integração entre universidade, Judiciário e rede de atendimento como caminho para melhorar políticas públicas e elaborar estratégias mais eficazes no combate e na prevenção à violência doméstica e familiar.
Quem quiser saber mais sobre o OBISFRON pode acessar a página do observatório.
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