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EUA enviam novas tropas à país da Otan próximo da Rússia, diz presidente

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A Lituânia, pequeno país báltico no nordeste da Europa e membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) desde 2004, receberá uma nova rotação de tropas dos Estados Unidos, segundo o presidente Gitanas Nauseda.

Lituânia, país báltico, faz fronteira com a Bielorrússia e um enclave russo; nação integra a aliança militar do Atlântico Norte desde 2004 e abateu um drone supostamente russo na última semana.

O país faz fronteira com a Bielorrússia, aliada do presidente russo Vladimir Putin, e com Kaliningrado, enclave russo às margens do Mar Báltico.

A rotação de tropas dos Estados Unidos “já está a caminho da Lituânia”, afirmou nesta terça-feira (22) Nauseda em uma publicação nas redes sociais.

Ele agradeceu ao presidente Donald Trump e ao governo americano, acrescentando que a presença das tropas é importante para a Lituânia e para a segurança da região.

Acabei de receber confirmação de que a nova rotação das tropas U. S. já está a caminho da Lituânia.

A movimentação ocorre em um momento de aumento da atenção sobre a segurança no leste da Otan.

Um caça militar da aliança militar abateu, na segunda-feira (14), um drone no espaço aéreo da Lituânia, informou o Centro Nacional de Gestão de Crises local.

O drone, que provavelmente entrou vindo da Bielorrússia, foi abatido perto do vilarejo de Pratkunai, no sul da Lituânia — próximo a Kaunas, a segunda maior cidade do país —, disse o porta-voz do centro.

A origem da aeronave ainda não foi determinada. Um alerta sobre drones havia sido emitido anteriormente na capital, Vilnius, e na região ao redor.

A incursão de drones militares no espaço aéreo de vizinhos da Rússia tem alimentado receios de que a guerra da Rússia na Ucrânia esteja se expandindo para além das fronteiras da Otan.

A Ucrânia intensificou ataques com drones de longo alcance contra a Rússia, inclusive na região do Mar Báltico, e vários drones militares ucranianos acabaram entrando no espaço aéreo da Finlândia, Letônia, Lituânia e Estônia.

A Ucrânia atribuiu as ocorrências à interferência da Rússia nas trajetórias dos drones por meio de guerra eletromagnética.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou um novo acordo sobre drones que está pronto para ser assinado durante sua visita a Nova York para a Assembleia Geral das Nações Unidas.

Estão previstas cerca de 20 reuniões, incluindo com o Presidente dos U. S., líderes europeus, senadores dos U. S. e membros da Câmara dos Representantes,… pic.twitter.com/wabDocr2SN.

Segundo o presidente, a Ucrânia também busca reforçar sua defesa aérea e garantir financiamento suficiente de países parceiros.

Um dos parceiros é a França, segundo outra publicação de Zelensky após o encontro com o presidente francês, Emmanuel Macron. De acordo com o ucraniano, os dois discutiram um pacote de apoio para o inverno, destinado a garantir sistemas adicionais de defesa aérea e mísseis para a Ucrânia, utilizando recursos financeiros disponíveis por meio do empréstimo da União Europeia.

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