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Em Michigan, disputa ao Senado expõe racha democrata sobre Israel

Para salvar a política americana, democratas como Abdul El-Sayed devem entender o que o eleitor centrista exige

4 min de leitura
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Confesso que nunca esperei ver uma eleição americana em que a escolha de candidatos em mais do que alguns distritos será entre um socialista democrático e um monarquista republicano —mas, se você viver o bastante, verá de tudo.

Ao ouvir esses socialistas democráticos e republicanos do tipo "Trump rei, certo ou errado", não paro de pensar em uma das minhas falas favoritas do cinema.

Ela é do filme de 1997 "Melhor É Impossível", no qual Jack Nicholson, no papel de um escritor misantropo, abre a porta e encontra uma vizinha pedindo que ele leve um cachorro para passear e dando um conselho animado sobre abrir as cortinas para contemplar "a bela obra de Deus.

Nicholson diz a ela: "Onde ensinam vocês a falar assim?". E acrescenta: "Vá vender loucura em outro lugar. Aqui já estamos com o estoque cheio.

Como eu gostaria de poder dizer isso a esses dois extremos: já estamos com o estoque de loucura na política americana lotado. Vão vendê-la em outro lugar.

Mas, como este é o único país que tenho, como as eleições de meio de mandato serão decididas por uma margem mínima e como estou convencido de que mais dois anos de Donald Trump totalmente sem amarras —controlando a Câmara, o Senado e, tacitamente, a Suprema Corte— poderiam provocar o fim dos Estados Unidos como os conhecemos, preciso pensar em como tirar o melhor proveito de algumas opções nada ideais.

O caso que mais merece atenção está em Michigan, por isso aqui vai um conselho gratuito para Abdul El-Sayed, o candidato democrata ao Senado pelo estado. Por que ele.

Porque sua vitória ou derrota pode determinar se Trump continuará governando como monarca, sem nenhuma fiscalização do Congresso.

El-Sayed afirma que os judeus de Michigan não deveriam se preocupar com ele —insistindo que seu compromisso "com a segurança dos judeus é o mesmo compromisso" que ele tem com a segurança de suas "próprias filhas.

Isso é louvável, mas muitos eleitores judeus americanos não estão apenas em busca de maior proteção policial por parte de seus representantes eleitos. Eles querem o reconhecimento do direito dos judeus à autodeterminação, como qualquer outro povo.

Sim, muitos judeus americanos, sobretudo os jovens, agora concordam —assim como eu— com o ex-chefe do Mossad, Tamir Pardo, que, em 2023, condenou o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu por levar "partidos racistas horríveis" aos mais altos cargos do gabinete do país, descrevendo-os como "muito piores" do que a Ku Klux Klan.

Mas não confundam isso com a crença no direito de Israel de existir como Estado judeu: isso ainda é algo muito caro à maioria dos judeus americanos — tanto quanto a ideia de um Estado palestino pulsa no coração da maioria dos árabes e muçulmanos.

Israel faz parte da identidade deles, e El-Sayed não convencerá os judeus americanos simplesmente dizendo que protegerá suas sinagogas.

Ele precisa enfatizar sua posição ainda mais louvável e construtiva —que acabei de ouvi-lo expor a Kaitlan Collins, da CNN— de que acredita "em direitos iguais à paz, à dignidade e à autodeterminação para israelenses judeus e palestinos.

Essa é uma perspectiva muito boa e difere da defendida pelo prefeito socialista democrático de Nova York, Zohran Mamdani, que defende que os judeus não têm direito à autodeterminação em um Estado próprio —um Estado judeu em sua pátria bíblica.

Como observou Jay Michaelson, colunista colaborador do The Forward: "A declaração de El-Sayed já oferece um contraste útil com a de Mamdani.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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