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Com medo de saques, colombianos ainda dormem nas ruas dias após terremoto

Famílias em uma das cidades mais afetadas relatam demora de autoridades e passam noites ao lado dos destroços

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Três dias depois do terremoto que devastou cidades no chamado Eixo Cafeeiro da Colômbia, os moradores da cidade de Pereira, uma das mais atingidas pelo desastre natural, ainda dormem na rua enquanto tentam proteger suas casas, muitas agora inabitáveis, de saques.

Em um dos bairros, o odor de carne podre sobe pela rua onde os moradores, em meio a destroços, sentam e esperam. O cheiro vem de um açougue destruído no terremoto Nesta quinta-feira (13), uma retroescavadeira retirava barris de alimento estragado do local.

Eles aguardam a posição de órgãos oficiais sobre a situação de suas casas. Podem ficar? Precisam ser destruídas? O que fazer a seguir? Os estragos se espalham por todas as partes, e paira sobre a cidade a sensação de incerteza sobre o que vem a seguir para aqueles que perderam tudo.

Moradores do bairro de Corocitos, por exemplo, reportaram que, dois dias após o terremoto, ainda esperavam por uma visita dos bombeiros ou de outras autoridades.

Nesta quinta-feira (13), enquanto a Folha estava no bairro, engenheiros do município começaram a percorrer as ruas para apontar quais habitações ainda podem ser usadas.

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