O grupo houthi do Iêmen disse nesta terça-feira (27) que o apoio militar declarado pelo Egito à Arábia Saudita equivale a uma declaração de guerra aos rebeldes alinhados ao Irã no Iêmen.
Segundo Mohammed Ali al-Houthi, integrante do comando político do grupo, "é realmente notável que, enquanto essas pessoas discutem o que chamam de paz na região, o Parlamento do Egito declare apoio para a dita autodefesa do Reino da Arábia Saudita.
Os sauditas apoiam o governo expulso da capital, Sanaa, hoje centrado no porto de Áden, no sul do país. Com a guerra entre Estados Unidos, Israel e o Irã, os houthis passaram a atacar pontualmente o Estado judeu, mas o confronto no Iêmen escalou a partir de julho.
Forças do governo reconhecido internacionalmente e de Riad fizeram um bloqueio aéreo a Sanaa, levando a uma ofensiva houthi que tomou quase toda a costa do mar Vermelho, ameaçando a exportação de petróleo saudita para a Ásia, que estava desviada por aquela rota devido à obstrução do estreito de Hormuz pela guerra no Irã.
Houve uma contraofensiva e os houthis escalaram seus ataques a cidades e bases sauditas. Apesar de ter o sétimo maior orçamento militar do mundo, o reino é equipado para guerras mais convencionais, e não está conseguindo se defender adequadamente dos drones e mísseis dos rivais.
Com isso, aliados dos sauditas passaram a oferecer ajuda para a defesa do país. Franceses e britânicos enviaram baterias antiaéreas e caças, e a cláusula de defesa mútua do pacto com Turquia e Paquistão, recém-implementado, foi acionada.
Agora é a vez do Egito, que namora a entrada na aliança tripartite criada em agosto, prestar apoio aos sauditas, numa decisão anunciada na segunda (26). Não está claro como ele irá ocorrer.
Os rebeldes também disseram ter afastado uma tentativa de ataque a suas posições na costa, junto ao estreito de Bab el-Mandeb, e lançaram mísseis e drones contra uma base aérea no sul do país vizinho.
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