Ir para o conteúdo
Mato Grosso do Sul

Quatro em cada dez mulheres já apostaram em bets no Brasil, aponta pesquisa

Levantamento mostra que 42% das brasileiras já fizeram apostas online e aponta impactos financeiros, familiares e emocionais

3 min de leitura
Quatro em cada dez mulheres já apostaram em bets no Brasil, aponta pesquisa

Entre as 58% que nunca apostaram, 12% disseram ser afetadas por parentes ou amigos que jogam. Considerando apostadoras e mulheres impactadas indiretamente, 54% das brasileiras sentem algum efeito das plataformas de apostas.

Os dados fazem parte da pesquisa Mulheres e Bets: o Custo das Apostas Online para as Brasileiras e suas Famílias, conduzida pelo estúdio Clarice, Estratégia Latina e Instituto Ideia.

Mulheres com filhos aparecem entre as que mais apostam.

A pesquisa aponta que 72% das mulheres apostadoras têm filhos e que mães apostam cerca de 1,6 vez mais do que mulheres sem filhos.

No recorte racial, 45% das mulheres pardas disseram que apostam ou já apostaram, percentual que cai para 39% entre as brancas e 37% entre as pretas.

Segundo o levantamento, parte das mulheres também procura as apostas como tentativa de complementar a renda para despesas cotidianas, como pagamento de contas, alimentação e itens destinados aos filhos.

Outro comportamento identificado é o jogo escondido da família. Entre as apostadoras, 30% disseram apostar mais durante a noite ou madrugada, contra 20% dos homens.

Além disso, 15% dos brasileiros entrevistados acreditam que alguém de sua residência aposta escondido e acumula dívidas sem contar aos familiares.

Os impactos também aparecem dentro de casa. Para 67% das mulheres entrevistadas, as apostas estão prejudicando as famílias brasileiras, diante de 59% dos homens.

Entre pessoas afetadas pela atividade de um familiar, 24% relataram conflitos dentro de casa, outros 24% citaram perda de confiança, 21% apontaram desgaste emocional e 12% mencionaram mudança na qualidade de vida.

A pesquisa também mostra que 23% dos brasileiros já presenciaram ou conhecem situações em que as apostas contribuíram para episódios de violência familiar.

O endividamento aparece como outro ponto de atenção. Entre as mulheres que apostam, 7% disseram já ter recorrido a agiotas para conseguir dinheiro destinado aos jogos.

Entre aquelas impactadas por apostadores próximos, 8% afirmaram que elas próprias ou alguém da família precisou buscar esse tipo de empréstimo.

Cassinos online lideram preferência.

Entre as apostadoras, 49% disseram jogar em cassinos online, como roleta, Tigrinho e caça-níquel. Outros 29% utilizam jogos de resultado instantâneo, enquanto 26% fazem apostas em futebol.

O estudo também identificou que 25% das mulheres acreditam que habilidade ou conhecimento podem aumentar as chances de vitória nas apostas. Entre apostadoras frequentes, esse percentual se aproxima de 40%.

Maioria das mulheres defende proibição.

A pesquisa aponta ainda que 62% das mulheres defendem a proibição dos jogos online no Brasil, ante 50% dos homens.

O levantamento quantitativo ouviu 2. 008 homens e mulheres em todo o País, seguindo a distribuição da população brasileira, enquanto a etapa qualitativa contou com 60 participantes, principalmente mulheres de 18 a 58 anos das classes C, D e E.

Os estudos foram realizados entre junho e agosto de 2026.

Economia brasileira cresce 0,3% no segundo trimestre, aponta FGV.

Monitor do PIB indica desaceleração frente ao início do ano, enquanto consumo das famílias mantém ritmo de crescimento.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…