Texto aprovado pela Câmara limita restrições aos clientes e segue agora para análise do Senado.
Câmara dos Deputados aprovou em votação simbólica, nesta quinta-feira (13), em Brasília (DF), PL (Projeto de Lei) 3. 083/2026 que muda as regras dos programas de fidelidade para facilitar a venda e a transferência de milhas e garantir a conversão de pontos em dinheiro em determinadas situações.
Caso os senadores aprovem o projeto sem alterações, o texto poderá seguir para sanção presidencial. Se o Senado modificar a proposta, ela precisará voltar à Câmara para nova análise antes de eventual transformação em lei.
Pela proposta, programas que não permitem a conversão oficial de pontos ou milhas em dinheiro ficam proibidos de restringir a venda ou a transferência desses créditos pelos clientes.
As empresas não poderão suspender contas, limitar beneficiários nem cancelar passagens apenas porque o consumidor vendeu as milhas. O uso de reconhecimento facial também não poderá servir como obstáculo à comercialização.
A regra muda para empresas que vendem pontos, milhas ou benefícios por dinheiro, inclusive por meio de clubes de assinatura. Nesses casos, o programa terá de oferecer ao consumidor uma forma de transformar novamente os créditos em dinheiro.
A conversão deverá ocorrer por meio de empresa independente.
O texto determina que a companhia responsável pela troca tenha pelo menos sete anos de experiência e não mantenha vínculo societário com companhias aéreas ou bancos.
A medida busca separar a operação de conversão das empresas que emitem ou comercializam os pontos.
As companhias ainda poderão adotar medidas para prevenir fraudes. O projeto permite verificação cadastral, auditoria e rastreamento das operações, desde que esses procedimentos não impeçam a venda considerada regular de pontos e milhas.
O texto também considera abusivas medidas criadas para restringir ou esvaziar o mercado secundário.
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