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Mato Grosso do Sul

Por que damos choques aleatórios ao encostar em alguém ou sair do carro?

Eletricidade estática se acumula no corpo em dias de baixa umidade e pode provocar pequenas descargas ao tocar em carros, portas e até pessoas.

3 min de leitura
Por que damos choques aleatórios ao encostar em alguém ou sair do carro?

Entenda a causa dos pequenos choques sofridos durante o cumprimento entre pessoas.

O fenômeno é mais comum em períodos de baixa umidade do ar, como no inverno. O atrito entre o corpo, as roupas, os bancos dos veículos e outras superfícies favorece o acúmulo dessas cargas.

Os especialistas explicam em três tópicos.

Tempo seco: dificulta a dissipação das cargas elétricas acumuladas no corpo;Atrito: roupas, bancos de carros e outras superfícies podem favorecer o acúmulo de eletricidade estática;Descarga: ao tocar uma superfície condutora, como uma parte metálica do carro, a carga é liberada rapidamente e provoca o famoso “choquinho”.

O consultor financeiro Pedro Paulo conta que já se acostumou com os choques ao sair do carro.

Conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o atrito entre superfícies durante atividades do dia a dia pode gerar eletricidade estática.

Em condições de maior umidade, essas cargas são dissipadas com mais facilidade. Já quando o ar está seco, elas podem permanecer acumuladas no corpo.

Quando a pessoa encosta em uma superfície que conduz eletricidade, como uma parte metálica do carro, ocorre uma descarga rápida. É nesse momento que sentimos o “choquinho”.

A professora de Física da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Isabela Porto, explica o fenômeno.

Roupas também podem aumentar a eletricidade estática.

Não é apenas a baixa umidade do ar que favorece os choques. O tipo de roupa e o atrito durante os movimentos também podem aumentar o acúmulo de cargas no corpo.

No inverno, por exemplo, é comum usar roupas de lã e materiais sintéticos. O atrito desses tecidos com o corpo pode contribuir para a eletrização.

O físico da UFMS Widinei Alves Fernandes explica.

O choque de eletricidade estática faz mal.

Segundo o professor, a descarga provocada pela eletricidade estática é pequena e não oferece risco à saúde. A corrente é de aproximadamente um miliampère e pode produzir uma pequena faísca, principalmente perceptível em ambientes escuros.

Por isso, apesar do susto, o pequeno choque ao tocar no carro ou em outros objetos não significa que o veículo esteja com algum problema elétrico.

Uma das formas de diminuir o acúmulo de eletricidade estática é manter a pele hidratada. A umidade facilita a dissipação das cargas e pode reduzir a frequência das pequenas descargas.

Em dias secos, portanto, a combinação de baixa umidade, atrito e determinados tecidos pode favorecer o acúmulo de eletricidade estática e explicar aqueles choques inesperados ao sair do carro ou tocar em objetos.

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