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Mato Grosso do Sul

Perda de terra explica alta de suicídios de indígenas em MS, diz ministro

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Perda de terra explica alta de suicídios de indígenas em MS, diz ministro

Estado teve 42 casos em 2025 e ficou com o segundo maior número registrado no País.

O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, relacionou nesta terça-feira (25) o alto número de suicídios de indígenas em Mato Grosso do Sul à perda de territórios e à demora na demarcação de terras.

O Estado registrou 42 casos em 2025 e teve o segundo maior número do País, conforme levantamento divulgado pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário).

Conforme já publicado pela reportagem, Mato Grosso do Sul ficou atrás apenas do Amazonas, com 77 registros, e à frente de Roraima, que teve 37. O Brasil contabilizou 215 suicídios de indígenas no ano passado, ante 208 em 2024.

O número sul-mato-grossense permaneceu em 42 nos dois anos.

Eloy afirmou que os dados de violência e vulnerabilidade registrados nas comunidades estão ligados à situação territorial enfrentada pelos povos indígenas. Segundo o ministro, a retirada de comunidades de seus territórios ao longo da história produziu consequências que permanecem até hoje.

Ele defendeu a demarcação como uma das principais políticas para enfrentar esse cenário.

O ministro citou comunidades de Mato Grosso do Sul que vivem em acampamentos enquanto aguardam a regularização dos territórios. Na avaliação dele, a ausência da terra cria outras vulnerabilidades e dificulta o acesso a serviços básicos.

Eloy mencionou educação, saúde e abastecimento de água entre os problemas enfrentados nesses locais.

Em dados - Levantamento do Cimi mostra ainda que os suicídios se concentram entre indígenas mais jovens. Das 215 mortes registradas no País, 88 envolveram pessoas de 20 a 29 anos, enquanto outras 74 ocorreram entre indígenas com até 19 anos.

Juntos, os dois grupos concentraram cerca de três em cada quatro casos contabilizados em 2025.

Em Mato Grosso do Sul, 31 dos 42 registros envolveram homens e 11 mulheres. O relatório associa o cenário nacional a contextos de violência, vulnerabilidade social e insuficiência de políticas públicas.

O tema permanece entre as principais disputas relacionadas aos direitos territoriais indígenas.

O ministro estava em Campo Grande para receber o Título de Cidadão Campo-Grandense durante a solenidade pelos 127 anos da Capital. Eloy contou que a mãe deixou uma aldeia e se mudou para a cidade em busca de trabalho antes de trazê-lo para estudar.

Ele cursou a graduação e o mestrado em Campo Grande e afirmou que a homenagem também representa indígenas que passaram a viver no meio urbano.

  • Estado teve 42 casos em 2025 e ficou com o segundo maior número regist.
  • O Estado registrou 42 casos em 2025 e teve o segundo maior número do País, co.

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