A representação de parlamentares pretos e pardos na Câmara dos Deputados caiu de 139 para 135 após as eleições. A cientista política Evelyn Apolinária destaca a sub-representação negra, que ocupa 25% das cadeiras, sendo metade da população.
- A representação de parlamentares pretos e pardos na Câmara dos Deputados caiu de 139 para 135 após as eleições.
- A cientista política Evelyn Apolinária destaca a sub-representação negra, que ocupa 25% das cadeiras, sendo metade da população.
- Diferenças no acesso a recursos de campanha e financiamento eleitoral continuam influenciando a desigualdade.
- A federação União Brasil e Progressistas elegeu o maior número de deputados negros, com 32 cadeiras.
- A pesquisadora ressalta que a presença de parlamentares negros não garante atuação conjunta em pautas raciais.
- A composição do Congresso, mais à direita, pode reduzir o espaço para projetos de combate ao racismo e políticas afirmativas.
- A atuação da bancada negra e sua participação no colégio de líderes podem manter pautas raciais em discussão.
Diferenças no acesso a recursos de campanha e financiamento eleitoral continuam influenciando a desigualdade. A federação União Brasil e Progressistas elegeu o maior número de deputados negros, com 32 cadeiras.
A pesquisadora ressalta que a presença de parlamentares negros não garante atuação conjunta em pautas raciais. A composição do Congresso, mais à direita, pode reduzir o espaço para projetos de combate ao racismo e políticas afirmativas.
A atuação da bancada negra e sua participação no colégio de líderes podem manter pautas raciais em discussão. A presença de parlamentares pretos e pardos na Câmara dos Deputados caiu de 139 para 135 após as eleições deste domingo (4), resultado que mantém a população negra sub-representada no Legislativo, segundo avaliação da cientista política Evelyn Apolinária, pesquisadora e professora do Centro Universitário de Brasília.
Dos 135 deputados pretos e pardos eleitos, 77 conquistaram a reeleição. Para Evelyn, o principal ponto não está apenas na perda de quatro cadeiras, mas na distância entre a presença da população negra na sociedade e a participação efetiva dentro da Câmara.
Segundo ela, mecanismos como a distribuição proporcional dos fundos não foram suficientes para diminuir essa desigualdade. Federação elege maior número de parlamentares negros A federação formada por União Brasil e Progressistas foi a que elegeu o maior número de deputados negros, com 32 cadeiras, o equivalente a 23,7% dos 135 parlamentares pretos e pardos escolhidos nas urnas.
Evelyn ressalta, no entanto, que a presença de parlamentares negros não significa necessariamente atuação conjunta em pautas relacionadas ao racismo ou à igualdade racial.
Segundo a pesquisadora, estudos sobre representação política mostram que integrantes de um mesmo grupo podem defender interesses diferentes. Ela avalia ainda que a atuação antirracista no Legislativo costuma estar mais concentrada em partidos de esquerda e centro-esquerda.
Composição do Congresso pode afetar pautas raciais Evelyn considera que a composição do Congresso, mais deslocada à direita, pode reduzir o espaço para novos projetos relacionados ao combate ao racismo, à ampliação de políticas afirmativas e ao orçamento destinado à igualdade racial.
O cenário, porém, ainda depende de outros fatores, entre eles o resultado do segundo turno presidencial e a relação que será construída entre o Executivo e o Legislativo.
A pesquisadora também aponta que a atuação da bancada negra e sua participação no colégio de líderes podem ajudar a manter essas pautas em discussão, mesmo diante de uma maioria parlamentar menos favorável.
Na avaliação da pesquisadora, diferenças no acesso a recursos de campanha, financiamento eleitoral e estruturas partidárias continuam influenciando o resultado.
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