Buscas devem percorrer cerca de 200 quilômetros neste sábado (6), chegando até a foz do Paraná.
Caminhonete ocupada pelo casal que desapareceu ao entrar no Rio Ivinhema, em Angélica, a cerca de 280 quilômetros de Campo Grande, foi retirada da água na manhã deste sábado (7).
Conforme apurado pela reportagem, o Corpo de Bombeiros investigava a possibilidade de o corpo de João Luiz dos Santos, de 56 anos, estar preso embaixo do veículo.
O acidente aconteceu na noite do dia 1º, quando João Luiz e Estela Thomazetto, de 48 anos, entraram no Rio Ivinhema por uma rampa destinada a embarcações. O momento foi registrado por câmeras de segurança.
Moradores que estavam nas proximidades viram quando a caminhonete entrou na água. Na gravação, é possível ouvir Estela pedindo socorro. Poucos segundos depois, o veículo desaparece no rio.
O Corpo de Bombeiros foi acionado ainda naquele domingo, mas nada foi encontrado. As buscas foram retomadas na segunda-feira (2), quando o corpo de Estela foi localizado dentro da caminhonete, a cerca de 6 metros de profundidade.
O veículo estava com uma das portas abertas, indicando que João Luiz conseguiu sair. No entanto, após seis dias de buscas, ele continua desaparecido.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Gustavo Oliveira, as hipóteses de feminicídio e suicídio foram descartadas inicialmente. "Trata-se de um acidente, uma fatalidade.
O delegado também explicou que o casal não conhecia a região, onde fica um condomínio fechado, e não morava nas proximidades. Além disso, há trechos das estradas da área em que a água chega à altura das rodas de veículos altos.
Por isso, segundo ele, os dois podem ter acreditado que estavam atravessando apenas um trecho alagado.
A análise das imagens também contribuiu para a conclusão inicial do delegado de que não houve feminicídio. Ele destacou que o comportamento de Estela, sentada no banco do passageiro, não indicava uma situação de violência.
Não havia ninguém a segurando, tampouco estava agitada ou havia qualquer outro elemento que sugerisse estar em uma discussão ou sendo levada à força", explicou Gustavo.
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