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Esportes

Além do futebol, Manchester City impulsionou uma transformação urbana

Investidores não apenas levaram time ao topo do futebol europeu, como também injetaram capital no setor imobiliário

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Esportes — imagem padrão

Atrás do balcão de sua loja de "fish and chips" perto do Etihad Stadium, Sailish Parekh conta que a influência do clube "citizen" transformou o leste de Manchester nos últimos 20 anos.

O Manchester City não é apenas um clube aqui. É, de certa forma, um salvador", diz Parekh, que testemunhou as mudanças nessa cidade do norte da Inglaterra desde a aquisição do Manchester City por um fundo de investimento dos Emirados em 2008.

Décadas de declínio ligado à desindustrialização deram lugar a uma profunda renovação urbana.

Os bairros de Ancoats e New Islington, caracterizados por suas construções de tijolos, encheram-se de edifícios modernos, cafés e escritórios compartilhados (coworking) onde antes havia fábricas abandonadas.

Quando cheguei, há 11 anos, um taxista me disse: ‘Um ano antes, eu não teria trazido você a este bairro’", contou Simon Martin, engenheiro de sistemas de 44 anos que vive em Ancoats.

Hoje, ele aprecia uma "comunidade agradável e muito bonita" e a presença de "muito mais famílias jovens", embora lamente o forte aumento dos aluguéis, que obrigou os moradores de menor renda a deixar a região.

Essa metamorfose reflete a influência do Manchester City e de seu proprietário, o Abu Dhabi United Group (ADUG), dirigido pelo xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, membro da família real dos Emirados Árabes Unidos.

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