Em Francisca Lessa, o desejo de ensinar um ofício acabou se transformando em um negócio que gera renda, preserva a cultura local e projeta o nome de Penedo, em Alagoas, para muito além das margens do Rio São Francisco.
- 📍 Endereço: Praça Marechal Deodoro, Centro Histórico, Penedo/AL – CEP: 57200-000.
- 🌐 Site: https://pontosecontos.com.br/.
O trabalho começou de forma simples, quando Francisca compartilhou com outras mulheres o que sabia sobre bordado. A virada veio após o grupo conhecer uma técnica de bordado livre e colorido que permite criar peças que contam histórias.
Paisagens, memórias, cenas do cotidiano e elementos da cultura regional passaram a ganhar forma em vestidos, camisas, quadros e acessórios produzidos sob encomenda.
Outro passo importante foi a chegada do desenhista Genilson Liro, responsável por desenvolver ilustrações autorais para as peças.
Antes, o grupo recorria a referências encontradas na internet. Com os desenhos exclusivos, os bordados ganharam identidade própria e passaram a atrair clientes em busca de produtos personalizados.
Além da criatividade, a associação investiu em profissionalização. As 32 bordadeiras cadastradas acompanham a produção e as vendas por meio de um sistema de gestão que registra desde a entrada da matéria-prima até a comercialização das peças.
O modelo ajuda a definir preços, valorizar a mão de obra e garantir transparência para todas as participantes.
Hoje, cerca de 80% das vendas acontecem pela internet. Segundo Francisca, as redes sociais foram fundamentais para tornar o trabalho conhecido nacionalmente.
Uma das viradas mais importantes ocorreu após a empresária e influenciadora Fátima Scarpa comprar uma peça da marca e compartilhar o trabalho com seus seguidores.
A exposição ampliou a procura pelos produtos e impulsionou o crescimento do negócio.
Para Francisca, cada ponto carrega muito mais do que técnica: carrega a história da cidade e das mulheres que ajudaram a construir a associação. “É a nossa história, a nossa vida.
Esse bordado é nossa alma e nosso amor”, resume.
Em números
- Como 32 bordadeiras transformaram histórias de Alagoas em negócio que fatura R$ 500 mil
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