O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha para entregar uma das principais promessas da campanha na reta final da eleição. O petista articulou um acordo para tentar votar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6 X 1 na semana seguinte ao 1º turno das eleições, de 5 a 9 de outubro.
- Campanha de Lula acirra busca por indecisos e PT orienta: “Sem briga”.
Presidente quer entregar sua maior bandeira de campanha e tenta costurar a análise no Congresso antes do 2º turno.
A medida é considerada pelo Planalto como um dos maiores ativos eleitorais deste mandato. Lula lidera os cenários de 1º turno em diversas pesquisas de intenção de voto e deve levar a disputa para o 2º turno.
O petista alinhou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a possibilidade de acelerar a análise da proposta. Houve sinalização positiva. A orientação repassada por Lula aos seus líderes é tentar viabilizar a votação no período entre o 1º e o 2º turno.
Na semana final da campanha, o tema continua entre as pautas priorizadas pelo PT para dialogar com eleitores. O partido orientou a militância a abordar a redução da jornada ao lado de temas como custo de vida e bets.
A tentativa de votar a PEC na semana seguinte ao 1º turno mudaria o calendário anunciado anteriormente por Alcolumbre.
A proposta, porém, não avançou ao plenário durante o último esforço concentrado antes do pleito. Em 2 de setembro, o texto foi aprovado na CCJ, mas não foi levado ao plenário porque o governo não tinha segurança de reunir os 49 votos necessários.
O líder do Governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que a articulação de Flávio Bolsonaro (PL) foi decisiva para esvaziar o plenário.
O texto estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, distribuída em 5 dias de trabalho e 2 de descanso, sem redução salarial.
A PEC que altera a jornada de trabalho ficou parada no Senado por quase 3 meses, durante o período de distanciamento entre Lula e o presidente da Casa Alta. A relação entre os 2 se desgastou depois de o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal.
Em agosto, Lula, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), trataram da proposta em reunião no Palácio da Alvorada. Na ocasião, o fim da 6 X 1 foi incluído entre as prioridades para tramitação no Congresso antes das eleições.
A Câmara aprovou a proposta em maio com ampla maioria: foram 472 votos a favor e 22 contra no 1º turno e 461 a 19 no 2º turno.
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