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Eleições 2026

Equipe de Lula já debate estratégia para segundo turno

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Equipe de Lula já debate estratégia para segundo turno

A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já começou a discutir a estratégia para um eventual segundo turno da eleição presidencial.

Segundo conselheiros do petista, a avaliação interna é que a disputa irá para o segundo turno e que, nessa etapa, Lula precisará apresentar aos eleitores algo além da comparação entre os dois candidatos.

Um dos pontos considerados centrais é a política fiscal.

Lula vai ter de mostrar que, no seu quarto mandato, terá mais rigor fiscal", diz um interlocutor do presidente.

A avaliação desses interlocutores é que Lula consegue apresentar argumentos para explicar as dificuldades enfrentadas nas contas públicas durante o terceiro mandato, atribuindo parte dos problemas à situação fiscal herdada do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para um eventual quarto mandato, porém, aliados avaliam que Lula terá de sinalizar medidas para conter o crescimento da dívida pública.

Lula informa que não vai participar do debate da Globo, nesta quinta-feira (1º).

Em junho, a dívida bruta do setor público chegou a 82% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Banco Central divulgados em julho.

O tema é especialmente relevante porque o próprio Lula afirmou, em entrevista à TV Globo em agosto, que a dívida pública brasileira não o preocupava e defendeu que o crescimento da economia ajudaria a reduzir o peso do endividamento.

Além da questão fiscal, os conselheiros dizem que Lula terá de explicar o que pretende oferecer de novo aos brasileiros em um eventual quarto mandato.

Ele precisa dizer exatamente o que trará de novo num quarto mandato para atrair um eleitor que já está, de certa forma, cansado do estilo do petista", afirma um conselheiro do presidente.

Dentro dessa estratégia, interlocutores de Lula consideram fundamental melhorar significativamente o desempenho em Minas Gerais, numa tentativa de compensar a vantagem do também candidato Flávio Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Pesquisas recentes mostram uma recuperação de Lula entre os mineiros. Na Quaest, o petista passou de 31% no início de setembro para 35% no levantamento de 23 de setembro e manteve esse patamar na pesquisa divulgada no dia 29.

No segundo turno, Lula saiu de 37% no início do mês para 41% no levantamento mais recente, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 40%.

A avaliação do governo também melhorou: na comparação entre agosto e setembro, a aprovação de Lula em Minas passou de 41% para 44%, enquanto a desaprovação caiu de 52% para 49%.

O comando da campanha de Lula afirma confiar que o presidente chegará ao domingo à frente de Flávio Bolsonaro.

Aliados reconhecem, porém, que o cenário de um eventual segundo turno é mais difícil, diante do empate apontado pelas pesquisas nas simulações entre os dois.

A avaliação entre integrantes da campanha é que Flávio Bolsonaro poderá reunir mais apoios formais entre os candidatos derrotados no primeiro turno.

Segundo esses interlocutores, Lula não teria, entre os candidatos de esquerda ou centro-esquerda desta eleição, um nome com capital político expressivo para transferir votos ao petista.

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