O humorista Antonio Tabet voltou a publicar em suas redes sociais a postagem que esteve no centro do imbróglio judicial envolvendo o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e Nossa Senhora Aparecida.
- post de Tabet é publicado pela 1ª vez (24.set).
- post de Tabet sai do ar pela 1ª vez (25.set) – decisão de Mendonça, do TSE.
- post é publicado pela 2ª vez (27.set) – decisão de Dino, do STF.
- post sai do ar pela 2ª vez (28.set) – decisão de Fux, do STF.
- post é publicado pela 3ª vez (30.set) – decisão do TSE.
Humorista afirma que, “se Deus e a democracia quiserem”, publicação que cita “família miliciana” não sai mais do ar.
Na publicação, Tabet afirma: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.
Tabet republicou a mensagem depois de o Tribunal Superior Eleitoral determinar a remoção de posts que associassem expressamente Flávio à proposta de retirar o título de padroeira do Brasil.
A determinação da Corte, no entanto, ficou restrita a postagens que vinculassem diretamente o senador ao projeto, liberando as publicações como a de Tabet.
Junto à republicação do texto, Tabet escreveu: “É a 3ª vez que este post vai para o ar. Na 1ª vez, foi censurado quando tinha mais de 2 mil retweets. Depois, voltou e foi censurado mais uma vez com quase 30 mil retweets.
Agora, se Deus e a democracia quiserem, ela nunca mais sai daí. Recomeçamos do zero. Mas mostramos que vamos em frente. Sempre”.
Tabet criticou a decisão inicial de Mendonça, alegando que “em momento algum” citou o nome de Flávio na postagem. O humorista apontou “fragilidade jurídica” na sentença e ironizou o que chamou de “curioso fenômeno de autoidentificação” do senador com o termo “família miliciana”.
A postagem voltou ao ar em 27 de setembro após decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu a determinação de Mendonça, sob o argumento de que a medida provocava impactos contra a liberdade de expressão e a liberdade religiosa.
No dia seguinte, porém, o ministro Luiz Fux, também do STF, derrubou a liminar de Dino, e restabeleceu o entendimento de Mendonça, fazendo com que o post de Tabet saísse do ar pela 2ª vez.
A publicação foi liberada após julgamento do plenário do TSE na 4ª feira (30.set).
Em números
- Na 1ª vez, foi censurado quando tinha mais de 2 mil retweets
- Depois, voltou e foi censurado mais uma vez com quase 30 mil retweets
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