Quando subir ao palco da convenção das revendas da Colibri nesta quarta-feira (21), Rodrigo Soares terá pouco mais de um ano de resultados para apresentar. E muitos planos de como seguir crescendo.
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No cardápio, estão avanços em pagamentos, com a Colibri Pay; gestão de filas e hospitalidade e relacionamento com clientes. Essas duas últimas frentes, inclusive, são fruto de novas aquisições fechadas recentemente: a Qnow e a Cannoli, respectivamente.
O plano é criar um ecossistema de soluções que atendam os restaurantes de olho, principalmente no salão, ou seja, no mundo físico, que ainda representa de 75% a 80% das vendas dos restaurantes, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).
O próprio iFood tem se movimentado para o presencial. Além da maquininha para pagamentos, o aplicativo agora permite fazer reservas em restaurantes. Ano passado, a companhia comprou a Videosoft, que faz software para totens de autoatendimento.
Para Rodrigo, a “migração” do aplicativo para o mundo físico é mais um impulso do que uma ameaça. “Eles estão movimentando o mercado. Criando awareness. O dono do restaurante acordou: ‘Eu preciso ter tecnologia’”, avaliou.
Para se diferenciar em um embate com o gigante das entregas – que agora também se tornou o 5º maior player do mercado de benefícios com a compra da Caju – o pulo do gato da Colibri é o relacionamento com os garçons.
A abordagem busca explorar o relacionamento direto que eles mantém com os clientes dentro do estabelecimento, fomentando fidelidade, recorrência, e até ampliação de ticket de consumo.
Quando conversou com o Startups há pouco mais de seis meses, Rodrigo estava no meio do processo de “arrumar a casa” depois da aquisição da Colibri. A tradicional marca de sistemas de gestão para restaurantes estava sob o comando da americana NCR desde 2012.
Após a incorporação, o principal trabalho foi o de reorganizar a estrutura de suporte e as revendas, uma rede composta por por mais de 600 pessoas ao redor do Brasil.
Com isso, além de ampliar o relacionamento com a base de clientes, a companhia conseguiu ampliar sua base. Segundo Rodrigo, a entrada de novos clientes vem dobrando mês a mês.
Segundo ele, novas aquisições estão no radar. “A gente está com caixa, e com muito apetite”, disse. “O momento está bom para adquirir.”.
A Cannoli foi fundada por Samuel Carvalho, ex-Linx, e entra como a plataforma de recompra do grupo: CRM, segmentação de consumidores, automação de campanhas, programas de fidelidade e cashback.
A referência é direta: é um movimento equivalente ao do iFood com a CRM Bônus.
A tese por trás da compra é que a Colibri já captura os dados e não os usava. Pelo ecossistema passam informações de PDV, totens de autoatendimento, tablets de mesa, cardápio digital, delivery, autopagamento, pagamento na mesa, reservas e filas.
Juntar isso numa visão única do consumidor permite identificar frequência de visita, ticket médio, preferências e clientes em risco de abandono. “O grande diferencial da Colibri é que combinamos duas coisas que raramente estão juntas: produtos e dados”, disse Rodrigo.
A Cannoli passa a integrar o Colibri Growth, frente criada para concentrar as soluções voltadas ao crescimento do restaurante, e seguirá operando como plataforma aberta, mantendo clientes e integrações com outras empresas do setor.
A oferta continuará aberta a empresas de todo o mercado.
A comparação com o iFood também fica inevitável já que ele comprou a TagMe, de gestão de filas e reservas. “Gestão de reserva e de filas, até aí não tem diferencial nenhum.
Mas eu tenho gestão de estacionamento”, destacou Rodrigo.
Com o Colibri Pay a companhia amarra todo o resto. E com uma função que Rodrigo diz ser inédita no país: parcelar uma refeição no salão.
A operação usa uma estrutura de subadquirência que Rodrigo mantém desde 2018, a XPago, cuja marca ele vendeu para XP. O desenvolvimento é feito com o Itaú.
O segundo diferencial que ele aponta é menos vistoso e provavelmente mais relevante para o dono do restaurante: um portal único de conciliação financeira, independentemente de qual adquirente o estabelecimento usa.
Conteúdo produzido por Startups.com.br.
Em números
- O de reorganizar a estrutura de suporte e as revendas, uma rede composta por por mais de 600 pessoas ao redor do Brasil
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