Ir para o conteúdo
Economia

Pesquisa da AWS diz que 33% das empresas confiam na capacidade de medir o retorno da IA

Metade dos negócios usa a tecnologia, porém poucos chegam ao estágio avançado

3 min de leitura
Economia — imagem padrão

Menos da metade das empresas brasileiras afirmam estar confiantes na capacidade de medir com precisão o ROI (retorno sobre o investimento) de suas iniciativas de IA, segundo o estudo "Desbloqueando o Potencial da IA no Brasil 2026", realizado pela consultoria Strand Partners para a AWS (Amazon Web Services).

O levantamento mostra que a insegurança quanto à mensuração de resultados persiste mesmo entre empresas que já colhem retornos concretos: 66% relatam retornos que superaram o investimento inicial em IA, 72% relatam ganhos de produtividade e 54% atribuem à tecnologia crescimento de receita.

Apenas 28% dizem ter uma estrutura de medição bem definida e aplicada de forma consistente.

O dado se soma a outros indicadores de imaturidade na adoção da tecnologia no país. Segundo o mesmo estudo, 50% das empresas brasileiras —cerca de 12 milhões de negócios— já utilizam ferramentas de IA, ante 40% no levantamento anterior.

Apesar do avanço, apenas 15% das companhias atuam no estágio avançado de uso, com capacidade de criar ou transformar modelos de negócio; 58% permanecem no estágio básico, voltado a ganhos incrementais de eficiência.

Em relação à IA agêntica —sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma—, 26% das empresas brasileiras, uma em cada quatro, dizem já ter ouvido falar da tecnologia.

Entre as que conhecem o conceito, porém, apenas 6% relatam tê-la implantado totalmente, enquanto 31% estão em fase de teste ou projeto-piloto e 45% planejam ou consideram adotá-la.

O desafio dos líderes hoje não é o acesso à tecnologia, mas a preparação para a nova onda da IA, como a IA agêntica e física", avalia Cleber Morais, diretor-geral da AWS no Brasil.

Escassez de talentos é maior obstáculo para escalar a IA na América Latina.

A falta de profissionais qualificados aparece como o principal entrave para a expansão do uso de IA na região, segundo Paula Bellizia, vice-presidente da AWS para a América Latina, em entrevista durante o AWS Summit São Paulo, em 3 de setembro.

De acordo com a executiva, a demanda por posições diretamente ligadas à IA cresce mais rápido do que a demanda por vagas em geral.

Para reduzir essa lacuna, a AWS anuncia a meta de capacitar 2 milhões de pessoas em habilidades digitais na América Latina, sendo 1 milhão delas no Brasil —iniciativa que, segundo a companhia, alcançou 1,1 milhão de pessoas treinadas desde 2017.

Conforme o estudo supracitado, 48% das empresas brasileiras citam a escassez de habilidades em IA e digital como barreira à adoção ou expansão da tecnologia, e 46% apontam a mesma limitação especificamente em relação às tecnologias de próxima geração, como a IA agêntica.

LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

Em números

  • Segundo o mesmo estudo, 50% das empresas brasileiras —cerca de 12 milhões de negócios— já utilizam ferramentas de IA, ante
  • Para reduzir essa lacuna, a AWS anuncia a meta de capacitar 2 milhões de pessoas em habilidades digitais na América Lat
  • Ina, sendo 1 milhão delas no Brasil —iniciativa que, segundo a compan
  • Hia, alcançou 1,1 milhão de pessoas treinadas desde 2017

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Economia
Quaest no AP, votos válidos: Dr Furlan, 53%; Clécio, 47%
Política

Quaest no AP, votos válidos: Dr Furlan, 53%; Clécio, 47%

Eleições 2026: veja dados da pesquisa Quaest para o governo do Amapá. É a forma como o TSE divulga o resultado oficial das eleições. São os votos dados nos candidatos. Esse cálculo deixa de fora os votos em branco e nulo

Em Política