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Corumbá - MS | Domingo, 8 de novembro de 2026 | 11:26

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Economia

O que o gráfico não mostra? Perretti e Molini unem macro e fluxo no day trade

Perretti e Molini mostraram na Casa Clear como a análise macroeconômica pode ampliar os critérios do trader antes de assumir risco.

4 min de leitura
Economia — imagem padrão

Identificar uma região de entrada no gráfico é apenas parte do desafio de quem faz day trade. Quando o preço se aproxima desse nível, surge uma decisão ainda mais difícil: entrar na operação ou esperar.

Em um mercado influenciado por juros, indicadores econômicos e fluxo estrangeiro, compreender o que está por trás dos movimentos pode ser tão importante quanto identificar uma oportunidade de entrada.

A sessão colocou os participantes diante de um dilema comum no day trade: manter a expectativa formada antes da abertura ou rever a estratégia diante de um mercado menos volátil do que o previsto.

O cenário pós-eleitoral alimentava a expectativa de oscilações mais intensas. “A gente vendia um cenário pós-eleitoral, um mercado marcado por bastante volatilidade”, relata Perretti.

A manhã, porém, apresentou movimentos mais contidos, mesmo diante de uma agenda relevante de indicadores econômicos. Para Perretti, o contraste reforçou a importância de observar o comportamento dos preços antes de decidir por uma operação.

Para Molini, interpretar aquele ambiente exigia conectar diferentes informações, sem depender de um único indicador. O desafio era compreender como essas variáveis poderiam influenciar o mercado em meio ao grande volume de dados divulgados.

Mesmo sem a volatilidade esperada, a sessão permitiu demonstrar como a análise macroeconômica pode contribuir para as decisões operacionais. Perretti destacou a oportunidade de aproximar esse conhecimento da prática dos participantes.

O comportamento da Bolsa brasileira também precisava ser analisado à luz do cenário internacional. A decisão do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, na véspera, e a divulgação de indicadores econômicos americanos acrescentavam novas variáveis ao pregão.

Para quem opera contratos futuros, especialmente mini-índice e minidólar, compreender o cenário internacional ajuda a interpretar os movimentos dos ativos brasileiros.

Mudanças nas expectativas para os juros americanos, por exemplo, podem influenciar o mercado doméstico. “Por sermos um país emergente, qualquer alteração nos juros norte-americanos interfere diretamente na Bolsa brasileira”, pontua Perretti.

Entretanto, conhecer os indicadores não significa saber automaticamente para onde os preços seguirão. O desafio é transformar essas informações em referências úteis para as operações.

Nesse sentido, Perretti mostrou como relacionar o cenário econômico às regiões de preço observadas no gráfico. “Mostramos como analisar o mercado e identificar regiões de preço considerando o contexto macroeconômico”, explica.

A análise também incorporou o fluxo de negociação e a atuação dos grandes participantes do mercado, buscando identificar possíveis reações dos preços. “Mostramos como analisar o fluxo e as possíveis reações do mercado à atuação dos grandes participantes, relacionando tudo isso ao cenário econômico”, acrescenta Perretti.

Para Molini, o exercício permitiu ampliar as referências de quem já utiliza estratégias próprias, como o Price Action. Mais do que substituir métodos conhecidos, a proposta era combinar diferentes formas de interpretar o mercado.

Para facilitar essa leitura, Molini apresentou uma ferramenta desenvolvida por ele que reúne diferentes indicadores em uma única tela. O painel combina a curva de juros futuros (DIs), o fluxo estrangeiro em tempo real nos contratos futuros de índice e dólar e referências internacionais, permitindo uma visão integrada do cenário macroeconômico.

A ferramenta também foi utilizada durante a sessão. Em tempo real, Perretti e Molini identificavam regiões de preço e explicavam como os traders poderiam interpretar as possíveis reações do mercado.

A decisão de executar as operações, porém, ficava a cargo de cada participante, conforme sua estratégia.

Para quem acompanhava a atividade, a análise permitiu observar relações que nem sempre aparecem diretamente no gráfico do ativo operado. Fábio F., trader e cliente da Clear, destacou as correlações entre o mercado brasileiro e o cenário internacional.

Reunir essas informações, porém, não elimina o desafio de decidir quando assumir riscos. Segundo Molini, a proposta é oferecer referências adicionais para que o trader avalie oportunidades com mais critérios, sem abandonar sua própria estratégia.

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